Ventura promete romper com 50 anos de vícios do sistema — e acabar com o subsídio de desemprego

Ana Fernandes
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Homem de terno escuro falando em um palco com microfone, demonstrando confiança e liderança
O líder do Chega promete romper com o sistema e mudar Portugal.

Choque político: André Ventura voltou a desafiar o sistema, prometendo romper com o que chama de “vícios acumulados nos últimos 50 anos”. A proposta mais polémica? Eliminar o subsídio de desemprego e impor uma nova lógica: “ou trabalha ou vai embora”.

As declarações, feitas durante um comício em Lisboa, reacenderam o debate nacional sobre imigração e políticas sociais em Portugal. O líder do Chega defende que o país “não pode continuar a sustentar quem não quer trabalhar” — uma frase que divide opiniões entre quem o considera corajoso e quem o acusa de discriminação social.

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75% dos portugueses acreditam que Ventura mudaria o país

Um estudo recente revelou que três em cada quatro portugueses acreditam que, se André Ventura fosse Presidente da República, mudaria as políticas do país — especialmente nas áreas da imigração, habitação, salário mínimo e segurança.

Segundo o mesmo levantamento, o discurso anti-sistema do líder do Chega continua a gerar empatia entre eleitores frustrados com a classe política tradicional. “As pessoas estão cansadas das promessas vazias. Ventura fala o que muitos pensam, mas não dizem”, afirma um analista político ouvido pelo Portal Mundo Time.

O fim do subsídio de desemprego — proposta ou provocação?

Eliminar o subsídio de desemprego é, sem dúvida, uma das medidas mais radicais já defendidas por Ventura. Para o líder do Chega, este apoio estatal “incentiva a preguiça” e “cria dependência do sistema”. Ele propõe que os imigrantes, em especial, “devem trabalhar ou enfrentar as dificuldades como qualquer outro cidadão”.

Críticos classificam a proposta como “inconstitucional e perigosa”, argumentando que o desemprego não é sempre uma escolha. Economistas alertam que tal medida poderia aumentar a pobreza e a marginalização social.

Uma promessa populista ou uma mudança real?

Para muitos analistas, o discurso de Ventura é calculado: forte o suficiente para mobilizar as bases, mas vago o bastante para manter margem política. “É a velha tática do populismo — oferecer respostas simples para problemas complexos”, explica um professor de Ciência Política da Universidade de Coimbra.

Por outro lado, há quem veja coragem nas palavras do líder do Chega. “Pelo menos ele tem a ousadia de dizer o que pensa. Outros políticos apenas seguem o politicamente correto”, comenta um eleitor de Lisboa.

O impacto político e social das declarações

As declarações chegam num momento de grande tensão económica, com o aumento do custo de vida e o agravamento da crise habitacional. Nesse cenário, propostas duras como a de Ventura encontram terreno fértil junto a um eleitorado que se sente abandonado.

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O debate sobre o futuro das políticas sociais volta, assim, ao centro do palco. O país divide-se entre quem defende mais rigor e quem exige mais solidariedade.

O que está em jogo para o futuro de Portugal

O discurso de Ventura coloca uma questão essencial: que tipo de país Portugal quer ser nas próximas décadas? Um país que fecha as portas a quem precisa de apoio, ou um que procura equilíbrio entre mérito e compaixão?

Independentemente das opiniões, uma coisa é certa — o tema da imigração e dos apoios sociais continuará a dominar o debate político nacional.

Conclusão

As propostas de André Ventura voltam a dividir o país entre quem clama por mudança e quem teme retrocessos sociais. Ao desafiar o “sistema”, o líder do Chega mantém-se no centro das atenções — e alimenta uma discussão que promete marcar o futuro político português.

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FAQ – Perguntas Frequentes

Quem é André Ventura?

André Ventura é o líder do partido Chega, conhecido pelas suas posições conservadoras e críticas ao sistema político português.

O que propõe Ventura sobre o subsídio de desemprego?

Ventura defende o fim do subsídio de desemprego, argumentando que o Estado não deve sustentar quem “não quer trabalhar”.

Qual a reação da população?

Segundo sondagens, 75% dos portugueses acreditam que Ventura mudaria o país, mas muitos discordam das suas propostas mais radicais.

Artigo original e independente produzido pelo Portal Mundo Time – política, atualidade e opinião em português de Portugal.

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