Ventura quer acabar com os vícios do sistema e eliminar o subsídio de desemprego

Ana Fernandes
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Imagem de um convidado de televisão sério em estúdio de TV com fundo azul e uma pessoa com fones de ouvido ao lado.
André ventura no estúdio da CNN Portugal Antes da entrevista 

“Malta da Esquerda é Poleira”: Ventura recusa retirar cartazes polémicos e volta ao ataque

Surpresa e polémica — André Ventura voltou a agitar o debate político em Portugal ao recusar remover os cartazes da campanha que apelidam adversários de “malta da esquerda poleira”. A posição firme do líder do Chega dividiu opiniões e reacendeu o tema da ética na comunicação política.

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O episódio começou quando os polémicos cartazes apareceram em várias cidades portuguesas, incluindo Lisboa e Porto, exibindo mensagens provocatórias contra a esquerda. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu queixas formais, mas Ventura insistiu que não irá “ceder à censura” nem retirar o material. “O povo português já não se deixa enganar por esta malta da esquerda poleira”, afirmou em entrevista.

O significado da polémica expressão “malta poleira”

O termo usado por Ventura gerou curiosidade e debate nas redes sociais. Em português popular, “poleiro” é uma gíria política que designa cargos de poder ou posições de privilégio — daí a expressão “pessoa poleira” para quem vive agarrado ao poder. A crítica do Chega pretende, assim, acusar os partidos de esquerda de estarem mais interessados em manter cargos do que em servir os cidadãos.

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Reações da oposição e do eleitorado

Os partidos da esquerda reagiram com indignação. Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, classificou a campanha como “um insulto à democracia”. Já João Torres, do PS, afirmou que “a política não se pode transformar num espetáculo de ofensas”.

Apesar das críticas, o líder do Chega manteve o tom provocador. “Podem tentar silenciar-nos, mas os portugueses sabem quem anda nos poleiros há décadas”, disse Ventura, prometendo intensificar o discurso anti-sistema até às próximas eleições legislativas.

Contexto político e impacto na comunicação partidária

A recusa em retirar os cartazes é vista por analistas como uma jogada calculada para consolidar a base eleitoral mais fiel do Chega. Ao posicionar-se como “anti-establishment”, Ventura procura reforçar a imagem de que luta contra o “sistema” — uma estratégia que tem dado frutos em vários países europeus.

Segundo o politólogo José Adelino Maltez, “a retórica populista, quando bem calculada, transforma polémicas em capital político. Ventura sabe disso e joga com a emoção do eleitor”.

Uma estratégia de visibilidade e fidelização

Os cartazes polémicos podem acabar por favorecer o Chega em termos de exposição mediática. A repetição do nome do partido em noticiários, redes sociais e artigos de opinião cria uma presença constante na agenda pública — e isso pode traduzir-se em votos.

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Fontes e credibilidade

Esta matéria baseia-se em declarações públicas de André Ventura, comunicados oficiais do partido Chega, e reportagens de órgãos de comunicação portugueses, incluindo CNN Portugal e cmjornal.pt.


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Resumo

A recusa de Ventura em retirar os cartazes polémicos reforça a narrativa de confronto entre o Chega e a esquerda portuguesa. A polémica expressão “malta poleira” tornou-se símbolo do estilo provocador do partido, que aposta na visibilidade e na emoção como estratégia política.

FAQ

O que significa “malta poleira”? É uma expressão popular usada para criticar quem se mantém no poder ou em cargos públicos por conveniência.

Ventura pode ser penalizado pelos cartazes? A CNE poderá analisar as queixas e decidir se há violação de regras de campanha, mas até ao momento não há sanções confirmadas.

Por que o Chega insiste neste tipo de comunicação? Porque o discurso direto e polémico gera atenção mediática e mobiliza eleitores que se sentem afastados dos partidos tradicionais.

Com informações da CNN Portugal e cmjornal.pt.

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