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| Seguro promete defender a Constituição e a democracia com firmeza. |
Seguro promete ser "Presidente da Constituição e honrar Portugal" e critica campanha de Ventura
Lisboa — Numa intervenção marcada por emoção e firmeza, António José Seguro afirmou esta quinta-feira que quer ser “um Presidente da Constituição” e “honrar Portugal com responsabilidade e verdade”. A declaração surge após críticas diretas ao líder do Chega, André Ventura, por defender a necessidade de “ditadores que ponham ordem no país”.
O candidato presidencial falou durante uma aula aberta sobre corrupção no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), onde alertou para “a banalização da linguagem autoritária” e apelou à defesa dos valores democráticos. “Portugal não precisa de homens fortes, precisa de instituições fortes”, declarou.
“Serei o Presidente da Constituição”
Seguro sublinhou que a sua candidatura nasce da convicção de que o país precisa de estabilidade e respeito pelos princípios constitucionais. “O Presidente da República é o garante da Constituição. É esse o meu compromisso: proteger o Estado de Direito e os direitos fundamentais de todos os portugueses.”
Durante o discurso, o ex-líder socialista prometeu uma presidência “de união e diálogo”, recusando “populismos e soluções fáceis baseadas no medo ou no ódio”.
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Críticas à retórica populista e defesa da democracia
Seguro apontou que “os discursos de confronto e de exclusão social” são perigosos para a democracia. “Quando um político diz que Portugal precisa de um ditador, está a ofender a memória dos que lutaram pela liberdade”, afirmou, recebendo aplausos de parte do público universitário.
O candidato referiu ainda que o populismo “alimenta-se do desespero social e da falta de confiança nas instituições” e que “é preciso combater o cinismo político com verdade e trabalho”.
O papel da juventude e da educação cívica
Seguro destacou a importância da formação cívica e política entre os jovens, sublinhando que “a democracia não é apenas um sistema político, é uma cultura que se aprende e se defende todos os dias”.
“A educação é a melhor vacina contra o autoritarismo. A juventude portuguesa tem de ser parte ativa da defesa da liberdade”, afirmou.
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Corrupção e transparência: o outro eixo da campanha
Durante o evento, António José Seguro falou longamente sobre a necessidade de reforçar mecanismos de controlo e transparência. “A corrupção destrói a confiança e mina a democracia. É preciso garantir que quem exerce poder é fiscalizado e responsabilizado.”
O candidato propôs um pacto nacional pela integridade pública, que reúna governo, partidos e sociedade civil em torno de medidas concretas de combate à corrupção, incluindo maior transparência nas nomeações e nas finanças públicas.
Exemplo internacional e compromisso nacional
Seguro recordou que “Portugal deve inspirar-se nas boas práticas de outros países europeus, mas sem perder a sua identidade democrática”.
“Não basta condenar a corrupção — é preciso preveni-la e punir quem dela se aproveita”, acrescentou, prometendo dar prioridade ao tema caso seja eleito Presidente.
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Reação do público e impacto político
Entre os estudantes e docentes presentes, o discurso foi recebido com aplausos e alguma emoção. Vários participantes destacaram o “tom sereno e firme” de Seguro, em contraste com a retórica agressiva de outros candidatos.
Analistas políticos consideram que o discurso marca uma viragem estratégica da campanha: “Seguro quer posicionar-se como o candidato da estabilidade e da moderação, numa altura em que o eleitorado está dividido entre emoção e prudência”, afirmou o politólogo Carlos Vieira.
Conclusão: uma campanha centrada nos valores da Constituição
Com uma mensagem clara de compromisso com os valores democráticos, António José Seguro tenta diferenciar-se num cenário político polarizado. Ao prometer ser o “Presidente da Constituição”, procura reconquistar a confiança dos portugueses através da moderação, da ética e da transparência.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem é António José Seguro?
António José Seguro é ex-secretário-geral do Partido Socialista e atual candidato à Presidência da República. Conhecido pela sua postura moderada, apresenta-se como defensor dos valores democráticos e constitucionais.
O que disse André Ventura sobre “ditadores”?
Ventura afirmou que “por vezes, os países precisam de líderes fortes, até ditadores”, uma declaração que gerou polémica e críticas de vários setores políticos, incluindo António José Seguro.
Qual é o principal foco da candidatura de Seguro?
Seguro centra a sua campanha na defesa da Constituição, na promoção da transparência e no reforço da democracia e das instituições públicas.
Onde decorreu a intervenção?
A intervenção decorreu no ISCSP — Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa, durante uma aula aberta sobre corrupção e ética pública.
Fonte: Declarações públicas no ISCSP, arquivos do Portal Mundo Time e registos oficiais de campanha.


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