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| PCP sobe o tom e exige um salário mínimo de 1.050€ já em 2026. |
PCP exige salário mínimo de 1.050 euros em 2026 e pressiona Governo por medidas concretas
Surpresa e pressão política. O Partido Comunista Português (PCP) voltou a colocar o tema dos salários no centro do debate nacional, exigindo que o salário mínimo nacional suba para 1.050 euros já em 2026. A proposta, apresentada esta semana na Assembleia da República, promete abrir uma nova frente de confronto com o Governo e os parceiros sociais.
O anúncio surge num momento em que a inflação ainda pressiona o custo de vida das famílias e a desigualdade salarial continua a aumentar em vários sectores. Leia também: Ventura à CNN Portugal: “Vou limpar o sistema, cortar privilégios e pôr fim aos vícios da política” — e acusa Marques Mendes de ser o candidato do sistema .
Para o PCP, esta atualização é não apenas “uma medida de justiça social”, mas também um passo necessário para dinamizar a economia e travar a perda de poder de compra dos trabalhadores. Leia também: Portugal reduz dívida pública ao nível mais baixo em mais de uma década — inflação estabiliza em 2,1%.
Por que o PCP insiste neste aumento?
O partido liderado por Paulo Raimundo argumenta que, apesar do crescimento económico dos últimos anos, a maioria dos trabalhadores portugueses continua a viver com rendimentos insuficientes para cobrir as despesas básicas. “Não é possível continuar a falar de recuperação económica quando a realidade do povo é feita de salários baixos e precariedade”, afirmou Raimundo, citado pelo Expresso.
O PCP defende ainda que um salário mínimo de 1.050 euros ajudaria a impulsionar o consumo interno e a reduzir a dependência das famílias do crédito e do endividamento. Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), mais de 700 mil trabalhadores recebem atualmente o salário mínimo nacional.
Reações do Governo e dos empresários
Do lado do Governo, a resposta tem sido cautelosa. O Ministro das Finanças afirmou que “qualquer atualização do salário mínimo deve ser feita de forma gradual e sustentável”, lembrando que o Executivo já prevê uma subida para os 925 euros em 2025. A Confederação Empresarial de Portugal (CIP), por sua vez, alerta para o impacto da medida em pequenas e médias empresas que enfrentam margens reduzidas e custos de produção elevados.
Os sindicatos, porém, elogiam a proposta do PCP e acusam o Governo de falta de ambição. “Não é possível continuar a falar de progresso enquanto as famílias vivem com salários que mal chegam ao fim do mês”, sublinha a CGTP, exigindo negociações imediatas.
O impacto económico e social de um salário mínimo de 1.050 euros
Especialistas ouvidos pelo Observador consideram que a proposta poderia ter um impacto positivo no consumo interno e na produtividade, desde que acompanhada de medidas de apoio às empresas. Contudo, alertam que o aumento abrupto pode também gerar desequilíbrios no mercado laboral e pressionar setores mais frágeis, como a restauração e o comércio local.
Vários economistas defendem uma abordagem faseada, mas reconhecem que Portugal precisa de “um salto real” no rendimento dos trabalhadores para se aproximar da média europeia. A disparidade entre salários e custo de vida continua a ser uma das maiores preocupações da população.
Mais do que números: a luta pela dignidade
Para o PCP, a discussão vai além das estatísticas. “Trata-se de dignidade, de justiça e de garantir que trabalhar compensa”, sublinhou Paulo Raimundo. O partido anunciou que levará a proposta ao debate orçamental e desafia o Governo a “tomar uma posição clara ao lado dos trabalhadores”.
Independentemente da decisão final, a pressão política aumenta — e o tema do salário mínimo volta a ser uma das bandeiras mais sensíveis e populares junto do eleitorado português.
Conclusão
A proposta do PCP para um salário mínimo de 1.050 euros em 2026 reacende o debate sobre o futuro do trabalho e da economia portuguesa. Entre a necessidade de justiça social e os desafios económicos, o tema promete marcar a agenda política nos próximos meses. A discussão está longe de terminar, e o impacto desta medida poderá definir a próxima fase da recuperação económica do país.
Fontes
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