Ventura à CNN Portugal: “Vou limpar o sistema, cortar privilégios e pôr fim aos vícios da política” — e acusa Marques Mendes de ser o candidato do sistema

Ana Fernandes
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Homem de terno escuro, camisa branca e gravata rosa fala durante entrevista ou debate, expressão séria e gesticulando com a mão. Fundo azul.
Vão ter de se habituar a esta candidatura!” — Ventura promete uma limpeza total no sistema político.

Ventura embota o sistema: “Vão ter de se habituar a esta candidatura”

Lisboa, 1 de novembro de 2025 — Surpreendente e incisivo. André Ventura voltou a abalar o debate político português numa entrevista à CNN Portugal, ao afirmar que “Marques Mendes é o candidato do sistema” e que pretende “fazer uma limpeza total”, cortando gastos públicos e acabando com os “tachos” na Administração.

O líder do Chega subiu o tom contra o que considera ser uma “rede de interesses instalada há décadas” e garantiu que a sua candidatura presidencial “não recuara perante as pressões”. Leia também: Sondagem abala a corrida presidencial: Marques Mendes destrona Ventura e deixa Gouveia e Melo em queda livre.

Com o país em clima de incerteza política e desgaste social, Ventura aposta num discurso direto e emocional, prometendo “romper com 50 anos de vícios políticos” e cortar “tudo o que é desperdício de dinheiro público”. Leia também: Isto é racismo”: Comunidade do Bangladeche revolta-se contra cartaz da campanha de André Ventura.

“Quero fazer a limpeza no sistema”

Durante a entrevista, Ventura declarou: “Não é apenas uma campanha política, é uma missão. Quero fazer a limpeza no sistema, cortar gastos desnecessários e acabar com os tachos. As pessoas estão cansadas de ver sempre os mesmos nomes a viver à custa do Estado.”

Segundo o líder do Chega, a sua candidatura pretende representar “a rutura total com o poder tradicional”, reforçando que “o povo português merece transparência e resultados, não promessas repetidas”.

Críticas ao “candidato do sistema”

Ventura não poupou críticas a Luís Marques Mendes, a quem chamou “o verdadeiro candidato do sistema”. “Ele representa tudo o que Portugal precisa de deixar para trás: os acordos de bastidores, os interesses instalados e o medo de mudar”, afirmou.

As declarações surgem num momento em que as sondagens indicam uma disputa apertada entre ambos, com Ventura a tentar manter a dianteira no eleitorado mais descontente e Marques Mendes a consolidar apoios no centro-direita tradicional.

O sistema político em causa

O debate sobre o chamado “sistema” tem sido recorrente no discurso do Chega. Ventura acusa PS, PSD e restantes partidos tradicionais de manterem “um círculo fechado de poder”, que “drena recursos do Estado sem benefícios reais para os cidadãos”.

Esta narrativa, embora polémica, tem conseguido captar a atenção de muitos eleitores que se sentem excluídos do sistema político e desiludidos com a classe dirigente.

Promessas de austeridade e corte nos privilégios

Entre as medidas anunciadas, Ventura promete reduzir cargos políticos, limitar nomeações por confiança e rever os benefícios concedidos a ex-governantes. “Portugal precisa de políticos que sirvam o povo e não que se sirvam do Estado”, frisou.

Analistas apontam que a estratégia do líder do Chega é clara: transformar o descontentamento social em capital político, posicionando-se como a alternativa “anti-sistema”.

Impacto eleitoral e próximos passos

Com as presidenciais de 2026 à vista, o discurso direto e provocador de Ventura continua a gerar divisão entre críticos e apoiantes. Para uns, é um populismo perigoso; para outros, uma lufada de ar fresco num sistema político envelhecido.

Independentemente do resultado, o tom da campanha mostra que o debate em Portugal tende a endurecer — e que a “limpeza no sistema”, prometida por Ventura, será um dos temas centrais nos próximos meses.

Conclusão

André Ventura voltou a marcar posição e promete não abrandar. A sua entrevista à CNN Portugal reforça a imagem de um candidato disposto a enfrentar o sistema e a desafiar as regras da política tradicional.

Resta saber se o eleitorado português continuará a ver nele um símbolo de mudança — ou se o “sistema” resistirá mais uma vez.

Fontes: Expresso.pt, Observador.pt, CMJornal.pt


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