Revisores da CP em greve: protesto desta segunda pode paralisar comboios por todo o país

Ana Fernandes
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Comboio de transporte urbano na estação, com passageiros aguardando na plataforma sob cobertura de vidro, em uma cidade moderna
Revisores da CP em greve — comboios podem parar outra vez

Greve dos Revisores da CP promete causar fortes perturbações: comboios de longo curso entre os mais afetados

Surpresa e incerteza nas viagens ferroviárias: A partir desta segunda-feira, os revisores da CP iniciam uma greve parcial que se prolongará até 13 de novembro, ameaçando paralisar grande parte das ligações de longo curso. A Transportes Públicos de Portugal alerta para possíveis cancelamentos e atrasos significativos em diversos serviços essenciais.

De acordo com informação avançada pela Expresso e confirmada pela CP, a greve foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que exige melhores condições de trabalho e progressões salariais. Os comboios Alfa Pendular e Intercidades serão os mais afetados, com perturbações esperadas em todo o território nacional. Leia também: Orçamento de Estado 2026: Salários em Alta, Propinas Voltam a Subir — Um Novo Ciclo Económico para Portugal.

Por que os revisores da CP decidiram parar?

Segundo o sindicato, os trabalhadores estão descontentes com a falta de resposta da administração da CP em relação às negociações salariais e à melhoria das condições laborais. O protesto pretende pressionar a empresa e o Governo a apresentar uma proposta concreta que valorize o papel dos revisores no sistema ferroviário.

“Temos equipas sobrecarregadas e salários que não acompanham o custo de vida”, declarou um porta-voz do SFRCI ao Observador. A greve será parcial, com paralisações em horários específicos, mas os impactos poderão ser sentidos ao longo de todo o dia devido à reorganização dos serviços e à falta de pessoal disponível.

Impacto esperado: comboios de longo curso e urbanos

A CP já informou que os comboios de longo curso (Alfa Pendular e Intercidades) serão os mais prejudicados. As ligações regionais e suburbanas também poderão sofrer atrasos, especialmente nas horas de maior afluência.

Os passageiros com viagens marcadas entre 4 e 13 de novembro poderão pedir o reembolso integral ou alterar a data sem custos adicionais. A transportadora aconselha todos os clientes a verificarem o estado das viagens antes de se deslocarem para as estações. Leia também: PCP quer salário mínimo de 1.050 euros já em 2026 e acusa o Governo de hesitar perante os trabalhadores.

Serviços mínimos garantidos

O Ministério das Infraestruturas definiu um conjunto de serviços mínimos, assegurando algumas ligações essenciais, sobretudo nas regiões onde o transporte ferroviário é a principal opção de mobilidade. No entanto, esses serviços serão limitados e poderão variar consoante o dia da greve.

Para minimizar o impacto, a CP reforçará as equipas de apoio ao cliente nas principais estações, incluindo Santa Apolónia, Campanhã e Oriente. Ainda assim, a empresa reconhece que não será possível evitar perturbações significativas.

Reações e apelos ao diálogo

O Governo apela ao diálogo e pede “responsabilidade social” às partes envolvidas, salientando que “o país não pode parar por falta de entendimento”. Já o sindicato mantém a posição firme, alegando que “a greve é o último recurso depois de meses de silêncio”.

Fontes internas da CP admitem que o impacto económico pode ser elevado, estimando prejuízos diários de milhares de euros, especialmente nas ligações entre Lisboa, Porto e Faro.

O que os passageiros devem saber

  • Os bilhetes para comboios suprimidos podem ser reembolsados ou remarcados sem custos.
  • Os passageiros devem consultar o site oficial da CP ou as redes sociais antes de viajar.
  • Evite deslocações não essenciais durante os dias de maior adesão à greve (4 a 6 e 10 a 13 de novembro).

Conclusão

Uma greve que testa a paciência dos passageiros

A greve dos revisores da CP é mais um capítulo no debate sobre as condições laborais no setor público de transportes. A paralisação promete testar a paciência dos passageiros e pressionar o Governo a agir rapidamente para evitar novos protestos no futuro.

Com o aumento do número de greves em vários setores, a confiança dos utentes nos transportes públicos continua a ser um desafio central para o país. O desfecho desta greve poderá definir o rumo das negociações no final do ano e o equilíbrio entre justiça laboral e continuidade do serviço público.


Fontes:

Informações baseadas em dados do Expresso, Observador e Correio da Manhã.

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FAQ — Perguntas frequentes sobre a greve da CP

1. Quando começa e termina a greve?
A greve dos revisores da CP decorre entre 4 e 13 de novembro.

2. Que comboios serão afetados?
Principalmente os de longo curso (Alfa Pendular e Intercidades), embora possam ocorrer perturbações nos serviços regionais e suburbanos.

3. Posso pedir reembolso do bilhete?
Sim. A CP permite reembolso integral ou alteração de data sem custos adicionais.

4. Há serviços mínimos?
Sim. O Governo definiu um número limitado de serviços essenciais que devem funcionar durante os dias de greve.

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