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| Crise no Chega: Mithá Ribeiro denuncia ambiente caótico e narcisista. |
Surpresa e tensão política: o deputado e ideólogo do Chega, Diogo Pacheco de Amorim, conhecido publicamente como Mithá Ribeiro, fez declarações que abalaram o partido liderado por André Ventura. Em entrevista recente, o professor universitário denunciou o que descreve como um “ambiente caótico, narcisista e insustentável” dentro do partido.
As palavras de Mithá Ribeiro, um dos fundadores intelectuais do Chega, levantaram dúvidas profundas sobre a coesão interna do movimento. Leia também: Por que Gabriel Mithá Ribeiro saiu do Chega? André Ventura revela o verdadeiro motivo.
O que leva um dos rostos mais influentes do Chega a expor publicamente tensões tão graves? E o que isto pode significar para o futuro político da direita em Portugal? Neste artigo, analisamos as declarações, o contexto e o impacto real desta revelação que está a mexer com o panorama partidário nacional.
Um partido em turbulência: as declarações que incendiaram o Chega
Durante uma entrevista concedida ao Diário de Notícias e posteriormente comentada na SIC Notícias, Mithá Ribeiro afirmou que o ambiente dentro do Chega é “marcado por egos, competição desleal e ausência de reflexão política estruturada”. Segundo o académico, o partido “cresceu demasiado rápido” e perdeu a capacidade de “dialogar internamente com serenidade e propósito”.
De acordo com as suas palavras, “há um narcisismo coletivo que se sobrepõe às ideias, e isso é letal para qualquer projeto político que se queira duradouro”. Estas declarações surgem num momento em que o Chega tenta consolidar o seu espaço na oposição e preparar terreno para as próximas legislativas.
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O ambiente no CHEGA é caótico e narcisista
Um líder partidário que exige lealdade pessoal, silencia quem discorda e toma decisões apenas para proteger a sua própria imagem — afastando pessoas competentes só porque ganham destaque na comunicação social.
Um partido em que, todas as semanas, surge uma nova “reunião de urgência” porque alguém se sente traído, um líder local ameaça demitir-se, e há sempre jogos de bastidores e manipulações paralelas.
A comunicação externa é constantemente confusa.
O papel de Mithá Ribeiro: do ideólogo à voz crítica
Mithá Ribeiro, académico respeitado e colaborador habitual em temas de filosofia política e história das ideias, sempre foi visto como o “pensador do Chega”. As suas reflexões ajudaram a moldar o discurso ideológico do partido, sobretudo no que diz respeito à crítica ao “sistema partidário tradicional” e à defesa de uma “direita de valores”.
No entanto, nos últimos meses, o professor começou a distanciar-se do estilo político de André Ventura, referindo-se a ele como “um líder com grande talento mediático, mas pouca capacidade de autocrítica”. Essa diferença de visão tornou-se pública com a sua mais recente entrevista, onde confessou sentir “um profundo desencanto com a forma como a política é tratada dentro do partido”.
“O Chega perdeu a sua alma intelectual”
Com esta frase, Mithá Ribeiro sintetizou o que considera ser o maior problema do partido: a falta de um debate interno consistente. “Quando um partido passa a viver para o espetáculo, para o ego e para o conflito, deixa de servir o país e passa a servir apenas os seus próprios protagonistas”, disse à SIC Notícias.
Várias fontes internas, citadas pelo Expresso, confirmaram que há um “mal-estar crescente” entre figuras mais antigas do partido e a direção próxima de André Ventura. Segundo essas fontes, “há medo de falar e receio de represálias políticas”.
Reações dentro e fora do partido
As declarações de Mithá Ribeiro provocaram reações imediatas. Dentro do Chega, a direção evitou comentários diretos, mas fontes próximas de Ventura disseram ao Correio da Manhã que “as declarações foram desnecessárias e prejudiciais ao momento atual do partido”.
Já fora do partido, analistas políticos viram a entrevista como um sinal de maturidade democrática e de abertura para a crítica. O politólogo João Cancela, em declarações à SIC Notícias, afirmou que “as críticas de Mithá Ribeiro mostram que há um debate real dentro da direita portuguesa — algo que o Chega precisa de abraçar se quiser ser mais do que um fenómeno de protesto”.
Impacto na imagem pública do Chega
Os dados mais recentes do Instituto de Ciências Sociais (ICS) mostram que o partido mantém cerca de 14% das intenções de voto, mas o crescimento estagnou nos últimos meses. A exposição de conflitos internos poderá afetar a perceção de unidade, algo fundamental num partido que aposta na imagem de força e disciplina.
Segundo analistas do Expresso, a entrevista de Mithá Ribeiro é “uma ferida simbólica” no discurso de coesão promovido por Ventura. “Quando o principal ideólogo do partido denuncia caos e narcisismo, isso tem peso político real”, acrescentam.
O que está em jogo: poder, ideias e identidade
O caso revela mais do que uma simples divergência pessoal: mostra um choque entre duas visões da direita portuguesa — uma mais populista e mediática, e outra mais intelectual e reflexiva. Mithá Ribeiro representa esta segunda vertente, que teme que o partido esteja a perder profundidade em troca de visibilidade.
Para muitos observadores, o episódio expõe uma tensão comum em partidos em crescimento rápido: a dificuldade em manter a coerência entre a base ideológica e a prática política. A ausência de mecanismos internos de debate e a concentração de poder na figura do líder são pontos de fricção recorrentes.
O futuro de Mithá Ribeiro e do Chega
Questionado sobre o seu futuro político, Mithá Ribeiro afirmou que “não pensa abandonar a reflexão política”, mas deixou em aberto a sua continuidade no partido. “O Chega ainda pode reencontrar-se, se houver humildade e escuta”, declarou.
Até ao momento, André Ventura não respondeu diretamente às críticas. Em declarações breves à comunicação social, limitou-se a dizer que “o Chega continua forte e unido”.
Conclusão: uma crise que revela mais do que aparenta
As declarações de Mithá Ribeiro não são apenas um desabafo pessoal — são um sintoma de um partido que luta para encontrar o equilíbrio entre ideologia, estratégia e liderança. Ao denunciar um “ambiente caótico e narcisista”, o professor abriu uma janela para dentro do Chega que poucos ousam escancarar.
Independentemente do desfecho, o episódio reforça a importância da transparência e da reflexão dentro das estruturas partidárias. Numa altura em que o eleitorado português exige autenticidade e seriedade, estas discussões internas podem, paradoxalmente, ser um passo necessário para a maturidade política.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem é Mithá Ribeiro?
Mithá Ribeiro é professor universitário e ensaísta português, conhecido pelas suas reflexões sobre cultura política e filosofia. É considerado um dos fundadores ideológicos do Chega.
Por que as declarações causaram impacto?
Porque foram dirigidas ao núcleo interno do partido e questionaram a liderança e a coesão, num momento de visibilidade nacional.
O que pode acontecer ao Chega depois disto?
Depende da forma como o partido gerir as divergências. Se houver abertura ao diálogo, pode fortalecer-se. Caso contrário, corre o risco de fragmentação.
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