Cotrim em rota de colisão com o Chega: “Retrógrados” e sem rumo para Portugal

Ana Fernandes
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Homem de terno escuta entrevista em um estúdio de rádio ou televisão, com microfone azul na frente, expressão séria e concentrada.
Cotrim acusa o Chega de populismo e promete uma direita moderna.

Choque e ironia no Parlamento. João Cotrim de Figueiredo, líder da Iniciativa Liberal, reagiu com espanto às declarações do Chega sobre o chamado “triturador de ministros”, acusando o partido de André Ventura de promover uma visão “retrógrada e populista” que ameaça o funcionamento da democracia portuguesa.

O antigo deputado e atual estratega liberal defendeu que “a política não pode transformar-se num palco de insultos permanentes nem num reality show de ódio”, sublinhando que o país precisa de soluções concretas e liberais para crescer. Leia também: Ambiente Caótico e Narcisista": Mithá Ribeiro expõe TUDO sobre o Chega.

Segundo Cotrim, a insistência do Chega em “demonizar ministros e atacar instituições” é uma “estratégia perigosa”, que apenas alimenta a polarização e enfraquece a confiança dos cidadãos. O líder liberal afirmou ainda que “a direita não pode ser um espelho da raiva, mas sim uma alternativa racional”. Leia também: Gouveia e Melo avisa apoiantes: “Se me quiserem capturar, levam um coice”

O choque com o “triturador de ministros”

O termo “triturador de ministros”, usado por dirigentes do Chega para descrever o seu papel fiscalizador no Parlamento, foi classificado por Cotrim como “uma metáfora perigosa e antidemocrática”. Para o liberal, essa postura “confunde fiscalização com destruição” e prejudica a imagem das instituições perante a opinião pública.

“Fiscalizar o Governo é um dever de todos os partidos, mas transformar isso num espetáculo de humilhação é uma afronta ao espírito democrático”, afirmou. A reação de Cotrim foi amplamente divulgada pelos jornais portugueses, gerando debate sobre os limites da oposição e a responsabilidade política.

Ideias retrógradas e o risco de regressão política

Cotrim de Figueiredo acusou o Chega de promover “ideias retrógradas”, especialmente em temas sociais e económicos. Para o liberal, “há um esforço para fazer Portugal olhar para trás, quando o país precisa desesperadamente de olhar para a frente”.

Em declarações ao Expresso, Cotrim sublinhou que a agenda liberal é “baseada na liberdade económica, no mérito individual e no respeito pelas instituições democráticas”, enquanto “o Chega insiste em discursos que dividem, insultam e alimentam o medo”.

Segundo analistas políticos, a posição dos Liberais é clara: marcar distância de Ventura e reforçar a imagem de partido moderno e pragmático. “É uma disputa pela narrativa da direita portuguesa”, explicou o cientista político António Costa Pinto, ao Diário de Notícias.

A estratégia liberal: firmeza, moderação e ideias concretas

Desde que deixou o Parlamento, Cotrim tem atuado como conselheiro e voz influente dentro da Iniciativa Liberal. O seu foco é reposicionar o partido como uma alternativa racional à polarização, destacando propostas de crescimento económico e reforma do Estado.

Entre as prioridades, estão a redução da carga fiscal, o incentivo à inovação tecnológica e a simplificação administrativa. “O Estado não pode ser o travão do país”, afirma Cotrim. Leia também: Liberais defendem redução de impostos e simplificação fiscal.

O partido acredita que o debate público precisa de elevar o nível da discussão, substituindo o confronto ideológico pela apresentação de resultados e metas mensuráveis. “É possível ser firme sem ser populista”, declarou Cotrim numa conferência em Lisboa.

Entre o populismo e a responsabilidade

Nos últimos meses, o crescimento do discurso populista em Portugal tem levado vários partidos a redefinir as suas estratégias. O Chega aposta na indignação, enquanto os Liberais tentam posicionar-se como o contraponto racional. Essa disputa pelo eleitorado de direita moderada será determinante nas próximas legislativas.

De acordo com uma sondagem do Banco de Portugal sobre confiança económica, divulgada em outubro, 62% dos portugueses consideram que “a instabilidade política afeta diretamente o investimento”. A Iniciativa Liberal vê nestes números uma oportunidade para reforçar o seu discurso económico e de estabilidade.

Dados e contexto: o estado da direita em Portugal

O panorama político atual mostra uma direita dividida entre o PSD, o Chega e a Iniciativa Liberal. Enquanto Ventura aposta em mobilizar os descontentes, Cotrim tenta consolidar uma direita moderna, pró-mercado e europeísta.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o crescimento económico de Portugal em 2025 ronda os 1,3%, com sinais de desaceleração. Para Cotrim, “isso mostra que o país precisa de reformas estruturais, não de discursos inflamados”.

Economistas liberais defendem que Portugal precisa de um novo pacto económico, centrado na produtividade, no investimento privado e na modernização da administração pública.

O futuro dos Liberais e o papel de Cotrim

João Cotrim de Figueiredo mantém-se como uma das vozes mais respeitadas do liberalismo português. Mesmo fora do Parlamento, continua a influenciar o debate político e a definir a estratégia do partido.

“Portugal precisa de ideias novas, não de ressentimentos antigos”, disse recentemente, numa crítica indireta ao Chega. A frase tornou-se viral nas redes sociais e foi destacada por vários meios de comunicação, incluindo a SIC Notícias e o Observador.

O futuro da Iniciativa Liberal dependerá da sua capacidade de unir propostas concretas com uma mensagem emocional e positiva — algo que Cotrim tem tentado fazer através de entrevistas, artigos e conferências.

Conclusão: entre o debate e o exemplo

O confronto entre Cotrim e Ventura simboliza duas visões distintas da política portuguesa: uma baseada na racionalidade e outra na emoção. No entanto, ambas competem pelo mesmo espaço — o eleitorado à direita do centro.

Enquanto o Chega aposta na crítica constante e na retórica dura, a Iniciativa Liberal tenta mostrar que é possível defender mudanças profundas sem cair no populismo. O tempo dirá qual das duas estratégias conquistará mais portugueses.

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