Mudanças Fiscais na Nova Proposta para a Habitação em Portugal: O Que Vai Mudar

Ana Fernandes
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Modelo de uma casa em miniatura com pilhas de moedas ao redor, representando investimento em imóveis e finanças pessoais em português.
Mudanças Fiscais na Habitação reduzem impostos e aceleram arrendamento

Mudanças Fiscais na Nova Proposta para a Habitação em Portugal: Reforma Tributária e Impactos no Mercado Imobiliário

Mudanças fiscais na habitação tornaram-se um dos temas mais discutidos de 2025. A nova proposta de reforma tributária apresentada pelo Governo promete alterar profundamente o mercado imobiliário português, reduzindo impostos, incentivando o arrendamento e criando novas regras para proprietários e investidores. Este artigo explica, de forma clara e completa, o que pode mudar — e como estas medidas podem afectar as famílias, os senhorios e o sector imobiliário.

Se estás a pensar arrendar, comprar casa ou investir, este guia reúne as principais alterações, cronologia, impactos reais e análises especializadas.

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Resumo Rápido das Principais Mudanças Fiscais

  • Redução da taxa autónoma de IRS para contratos de arrendamento: de 25% para 10%.
  • Benefícios fiscais reforçados para contratos de longa duração.
  • Incentivos a rendas acessíveis e novos programas públicos.
  • Alterações ao IMI para combater imóveis devolutos.
  • Revisão do IRS e IRC para fundos imobiliários.
  • Medidas de estímulo ao investimento habitacional privado.

Contexto: Porque é que Portugal Está a Rever a Política Fiscal da Habitação?

A pressão sobre o mercado imobiliário português aumentou significativamente nos últimos anos. Dados do INE mostram que, entre 2015 e 2024, os preços das casas subiram mais de 90%, enquanto as rendas cresceram acima de 40% nas principais cidades.

Em 2023 e 2024 foram tomadas medidas urgentes, mas consideradas insuficientes por especialistas. Em 2025, o Governo lançou uma nova abordagem, com foco na redução dos impostos sobre arrendamento para estimular a oferta privada — uma das maiores críticas feitas nos debates da SIC, TSF e Expresso.

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O Que Está Na Nova Proposta Fiscal para a Habitação?

A proposta inclui um conjunto de mudanças no IRS, IMI e incentivos para investidores privados. Eis o que está previsto:

1. Redução da Taxa Autónoma de IRS: de 25% para 10%

Esta é a medida mais mediática. O Governo quer que proprietários que coloquem imóveis no mercado de arrendamento paguem apenas 10% de IRS sobre rendas, em vez dos atuais 25%.

Objetivo: incentivar mais proprietários a arrendar, aumentando a oferta e reduzindo pressão sobre preços.

Tipo de Contrato Taxa Actual de IRS Taxa Proposta
Arrendamento normal 25% 10%
Contrato de longa duração (15+ anos) 10% 5%
Arrendamento acessível 10% (com isenções) 0% a 5%

2. Benefícios Fiscais Para Contratos de Longa Duração

A proposta reforça os incentivos para quem estabelece contratos superiores a 5, 10 e 15 anos. Quanto maior a duração, menor a taxa.

Especialistas do Observatório da Habitação afirmam que esta é a medida com maior potencial de impacto real, porque dá previsibilidade a famílias e investidores.

3. Novas Regras Para Rendas Acessíveis

Os proprietários que disponibilizem imóveis em programas de renda acessível poderão ficar , dependendo da tipologia e localização.

Isto aproxima Portugal das políticas aplicadas em países como Irlanda e Dinamarca.

4. Alterações ao IMI Para Imóveis Devolutos

Municípios passarão a ter mais autonomia para agravar IMI sobre imóveis vazios há mais de dois anos, especialmente em zonas pressionadas.

Por outro lado, o IMI poderá ser reduzido para quem reabilitar imóveis e colocá-los no mercado de arrendamento.

5. Mudanças no IRC e IRS Para Investidores

Fundos imobiliários e empresas de arrendamento habitacional poderão beneficiar de novas deduções fiscais, desde que cumpram critérios de oferta habitacional acessível.

É uma tentativa de atrair capital privado para novos projetos habitacionais.

Cronologia: Como Chegámos Até Aqui?

  • 2022: Aumento acelerado dos preços das casas após pandemia.
  • 2023: Governo lança o pacote Mais Habitação — medidas polémicas e de impacto limitado.
  • 2024: Críticas de especialistas levam à revisão das políticas.
  • Março de 2025: Governo apresenta proposta para revisão fiscal.
  • 2025 (2º semestre): Votação prevista no Parlamento.

Impactos Práticos no Mercado Imobiliário

1. Aumento da Oferta de Casas Para Arrendar

A redução da carga fiscal pode levar mais proprietários a colocar imóveis no mercado, sobretudo quem mantinha casas fechadas por receio de tributação alta.

2. Possível Estabilização das Rendas

Com mais oferta, o mercado pode estabilizar, reduzindo a tendência de subida contínua das rendas nas grandes cidades.

3. Atração de Novos Investidores

A combinação de benefícios fiscais e segurança jurídica pode reanimar o investimento habitacional, especialmente em zonas de reabilitação urbana.

4. Efeito Directo no Custo da Habitação

Especialistas do Banco de Portugal acreditam que estas medidas podem corrigir distorções do mercado, mas alertam que os resultados dependem da rapidez da implementação.

Quem Ganha e Quem Perde com a Nova Reforma Fiscal?

Beneficiados Impacto Previsto
Proprietários Pagam menos IRS, maior incentivo para arrendar.
Inquilinos Maior oferta, rendas mais estáveis.
Municípios Maior autonomia fiscal.
Fundos imobiliários Incentivos para investir em arrendamento.

Análise: Isto Vai Resolvar a Crise da Habitação?

Especialistas dividem opiniões. Há quem considere as medidas insuficientes sem construção pública massiva, enquanto outros defendem que a redução fiscal é o único caminho para desbloquear o mercado.

A verdade é que Portugal enfrenta simultaneamente:

  • Baixa oferta de casas;
  • Alta procura interna e externa;
  • Demora na construção;
  • Falta de arrendamento acessível.

A reforma tributária pode ser um passo importante, mas não será a solução completa.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quando entram em vigor as novas taxas?

A proposta será discutida e votada até ao final de 2025. A aplicação poderá começar em 2026.

Os proprietários vão realmente pagar menos IRS?

Sim, se a proposta for aprovada. A taxa baixará para 10% em contratos regulares e até 5% para contratos longos.

Haverá mais casas para arrendar?

É provável. A redução fiscal torna o arrendamento mais atractivo para proprietários.

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Conclusão

A nova reforma fiscal para a habitação em Portugal poderá marcar um ponto de viragem no mercado imobiliário. A redução do IRS para arrendamento, os incentivos a contratos longos e a revisão do IMI podem aumentar a oferta e tornar o mercado mais equilibrado.

Continua a acompanhar estas mudanças para saber como te irão afectar diretamente.

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As informações apresentadas neste artigo poderão ser revistas ou ampliadas à medida que novos dados se tornem disponíveis.

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