Portugal aprova nova lei do retorno: imigrantes ilegais podem passar até um ano detidos

Ana Fernandes
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Grupo de pessoas durante uma manifestação com um banner que diz "Aqui vivo, aqui fico, não vou embora" em uma rua movimentada, com céu azul e edifícios ao fundo.
Portugal propõe detenção de imigrantes ilegais por até 12 meses. Saiba mais

Nova Lei do Retorno: Imigrantes Ilegais Podem Ser Detidos até 12 Meses

A nova lei que regula o retorno de imigrantes em situação irregular em Portugal está a gerar debate. Atualmente, estrangeiros que se encontrem ilegalmente no país podem ser detidos por um período máximo de 60 dias. O Governo propõe agora a extensão deste prazo para até 12 meses, numa tentativa de reforçar o controlo migratório e acelerar os processos de repatriação.

Esta proposta entrará em consulta pública a partir desta sexta-feira, abrindo espaço para a participação de entidades, associações e cidadãos interessados.

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Resumo rápido das alterações

  • Prazo máximo de detenção passa de 60 dias para 12 meses.
  • Destina-se a estrangeiros em situação irregular no país.
  • Visa acelerar o processo de repatriação e reduzir a permanência irregular.
  • Inclui mecanismos de fiscalização mais rigorosos nos centros de detenção.
  • Prevê direitos mínimos de assistência jurídica e humanitária.

Contexto histórico da detenção de imigrantes em Portugal

Em Portugal, a legislação de imigração tem sido gradualmente ajustada para conciliar direitos humanos e segurança nacional. Até 2025, o prazo legal de detenção para imigrantes ilegais era de 60 dias. Este limite estava em linha com normas da União Europeia, embora houvesse críticas de que o período era insuficiente para garantir uma repatriação efetiva, especialmente em casos complexos envolvendo múltiplas nacionalidades.

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Nova Lei do Retorno permite a detenção prolongada de imigrantes ilegais enquanto o Estado avalia processos e organiza o regresso ao país de origem.


O Governo português aprovou a chamada Lei do Retorno, que muda a forma como o país lida com imigrantes em situação ilegal. 


Em vez de serem expulsos rapidamente, estas pessoas podem agora ficar detidas até um ano enquanto as autoridades analisam o processo, confirmam identidade e tentam garantir que o regresso ao país de origem seja feito de forma organizada e segura. O objetivo declarado do Governo é ter mais controlo sobre entradas irregulares e evitar que pessoas desapareçam no sistema sem acompanhamento.


A nova lei também pretende alinhar Portugal com regras europeias e facilitar a cooperação com outros países da UE no combate à imigração ilegal.

No entanto, a medida tem gerado debate: uns dizem que ajuda a assegurar ordem e segurança, enquanto outros defendem que longos períodos de detenção podem ser excessivos e causar sofrimento a pessoas vulneráveis. O tema continua a dividir opiniões na sociedade portuguesa.


Linha do tempo das principais alterações

Ano Alteração Fonte
2003 Primeira lei sobre detenção máxima de imigrantes ilegais em centros. Governo de Portugal
2012 Revisão do prazo de detenção mantendo o limite em 60 dias. Diário da República
2025 Proposta de aumento para 12 meses, atualmente em consulta pública. Expresso

O que muda na prática com a nova lei

O aumento do período de detenção poderá impactar significativamente os processos de imigração em Portugal:

  • Repatriação mais rápida: Com mais tempo nos centros, os processos administrativos e jurídicos podem ser concluídos de forma mais eficiente.
  • Maior fiscalização: As autoridades terão mais ferramentas para monitorizar casos de imigração irregular.
  • Impacto humanitário: ONG e associações de direitos humanos já alertam para a necessidade de garantir condições adequadas de detenção.
  • Pressão sobre centros de detenção: Será necessário ampliar a capacidade e recursos para acomodar os detidos pelo período prolongado.

Comparativo com outros países da União Europeia

Portugal não é o único país a aplicar períodos prolongados de detenção. Eis um comparativo aproximado:

País Prazo máximo de detenção Fonte
Alemanha 18 meses BMI Alemanha
França 90 dias Governo Francês
Itália 180 dias Ministério do Interior Italiano
Portugal (proposta) 12 meses Governo de Portugal

Impacto social e político

A proposta divide opiniões:

  • Governo: Defende que a medida é necessária para uma gestão migratória mais eficiente e alinhada com práticas europeias.
  • Associações de direitos humanos: Alertam para possíveis violações de direitos, destacando que o período prolongado pode afetar saúde mental e física dos detidos.
  • Sociedade civil: Algumas organizações sugerem alternativas, como monitorização eletrónica ou programas de reintegração voluntária.

Exemplos práticos

Segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em 2024:

  • 1.200 pessoas foram detidas em centros por períodos próximos de 60 dias.
  • Mais de 30% dos casos envolveram atrasos em processos de repatriação devido a documentação ou falta de acordo com o país de origem.
  • ONGs relataram que cerca de 10% dos detidos enfrentaram dificuldades psicológicas significativas durante o período de detenção.

Como será a consulta pública

A proposta estará disponível no site do Governo para receber comentários e sugestões de:

  • Entidades civis e associações de direitos humanos;
  • Profissionais da área jurídica e migratória;
  • Cidadãos interessados.

O período de consulta terá duração de 30 dias, permitindo que diferentes vozes participem antes da aprovação final.

FAQs – Perguntas Frequentes

Quanto tempo um imigrante ilegal pode ficar detido?

Atualmente, até 60 dias. Com a nova lei, poderá chegar a 12 meses.

Quais os direitos do detido?

Direito a assistência jurídica, saúde, alimentação e comunicação com familiares. O Governo compromete-se a respeitar normas internacionais de direitos humanos.

Como esta lei afeta a imigração legal?

Não afeta diretamente imigrantes legais, mas pode reforçar o controlo e a fiscalização sobre situações irregulares, impactando políticas de concessão de vistos e autorizações.

Leia também: Nova Lei de Imigração em Portugal: regras mais duras e actualização completa — vê o que mudou.

Conclusão

A proposta de aumento do período de detenção de 60 dias para até 12 meses marca um momento crítico na política migratória portuguesa. A medida busca maior eficiência nos processos de repatriação, mas levanta questões humanitárias e políticas significativas.

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Fontes e referências

As informações apresentadas neste artigo poderão ser revistas ou ampliadas à medida que novos dados se tornem disponíveis.

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