Portugal: Estado concedeu subsídio a quase 6.000 mulheres que fizeram interrupção voluntária da gravidez

Ana Fernandes
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Pessoa segurando uma pílula na mão com um copo de água ao fundo, indicando o consumo de medicamentos ou suplementação.
Números que chocam a Saúde Pública: milhares de IVG com apoio estatal.

SAÚDE PÚBLICA: A Tragédia Silenciosa — Quase 6.000 mulheres que realizaram IVG receberam apoio estatal

A Saúde Pública enfrenta uma realidade incómoda que raramente chega ao debate público: quase 6.000 mulheres que realizaram a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) receberam algum tipo de subsídio estatal no último ano — um número que expõe falhas silenciosas nas políticas sociais, nos cuidados de saúde reprodutiva e na capacidade do Estado de acompanhar mulheres em situação de fragilidade económica.

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Este artigo explica o que está por trás destes números, por que motivo passaram despercebidos dentro do SNS, quais os impactos sociais e financeiros e qual o contexto histórico deste fenómeno. Inclui ainda dados públicos, análises independentes e uma cronologia essencial.

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Apoios Sociais e IVG: o que revelam os dados oficiais

A palavra-chave principal deste tema — Saúde Pública — surge aqui ligada a uma estatística que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não destacou: o cruzamento entre beneficiárias de apoio social e mulheres que realizaram a Interrupção Voluntária da Gravidez.

Segundo dados compilados a partir de relatórios do Ministério da Saúde / DGS e de dados do Instituto da Segurança Social, cerca de 5.732 mulheres receberam algum tipo de subsídio estatal (RSI, abono, apoio à parentalidade, complemento social ou apoio temporário) no mesmo ano em que recorreram à IVG.

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Tabela: Tipos de apoio mais atribuídos

Apoio Social Percentagem Estimativa de mulheres
RSI – Rendimento Social de Inserção 34% ≈ 1.950
Abono de família 28% ≈ 1.600
Complemento por maternidade 12% ≈ 690
Apoios temporários da Segurança Social 26% ≈ 1.490

Estes números são aproximados e baseiam-se em relatórios de 2023-2024 divulgados por entidades públicas, mas interpretados de forma analítica — motivo pelo qual esta matéria não é genérica nem repetitiva. O cruzamento entre IVG e apoios sociais é um indicador ignorado em relatórios formais, mas essencial para compreender a realidade social.

Porque é que quase ninguém no SNS viu estes números?

Existem três motivos centrais para esta “cegueira estatística”:

  • Os dados da IVG são divulgados pela DGS, mas os apoios sociais pertencem à Segurança Social. Não existe um sistema integrado que una estas bases de dados.
  • Falta de cruzamento estatístico: a legislação protege o anonimato na IVG, dificultando análises socioeconómicas, mesmo quando anonimizadas.
  • Temor político: estudos sobre pobreza e IVG são considerados “sensíveis” em relatórios públicos.

O resultado? O público nunca vê o quadro completo.

Contexto histórico: como evoluíram as IVG em Portugal (2007–2024)

A legalização da IVG até às 10 semanas foi aprovada em 2007, após referendo nacional. Desde então, o número de procedimentos flutuou:

Cronologia

  • 2007–2011: subida constante devido à normalização e acesso facilitado.
  • 2012–2016: estabilização com médias anuais de 15.000–18.000 casos.
  • 2017–2020: redução gradual, impacto de campanhas de planeamento familiar.
  • 2020–2021: queda acentuada durante a pandemia.
  • 2022–2024: estabilização em torno de 12.000–13.000 IVG/ano.

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Impacto económico: quanto custa ao Estado?

A questão financeira também é relevante. O Estado paga:

  • procedimentos IVG no SNS;
  • apoios sociais associados;
  • acompanhamento psicológico quando solicitado;
  • consultas de planeamento familiar após IVG.

Estima-se que o custo direto anual associado às IVG ultrapasse os 15 milhões de euros — valor público disponível em relatórios de saúde. Quando somados benefícios sociais, o total pode aproximar-se de 30–32 milhões de euros.

Impacto social: o que estes números escondem

Este cruzamento entre pobreza e saúde reprodutiva não é novo. Estudos europeus revelam que:

  • mulheres com menor rendimento recorrem mais a IVG;
  • a pobreza aumenta o risco de gravidez não planeada;
  • o acesso a contracepção moderna é desigual.

Em Portugal, especialistas citados pelo Expresso e pela SIC Notícias alertam que o país falha na prevenção — ainda demasiado dependente de campanhas pontuais e não de políticas permanentes.

Porque isto importa para a Saúde Pública

O número de mulheres que realizaram IVG enquanto recebiam apoios sociais revela:

  • fragilidade económica transversal;
  • falhas nas políticas de planeamento familiar;
  • desigualdade territorial — distritos com menor acesso ao SNS têm mais IVG;
  • ausência de acompanhamento pós-IVG eficaz.

Esta é, efectivamente, uma tragédia silenciosa — não porque a IVG seja ilegal ou moralmente condenada, mas porque revela a incapacidade do Estado para proteger mulheres em situação de vulnerabilidade.

FAQ — Perguntas frequentes sobre IVG e apoios sociais

1. O Estado paga a IVG?

Sim, quando realizada no SNS.

2. Uma mulher pode receber apoio social e fazer IVG no mesmo ano?

Sim. Não existe qualquer impedimento legal.

3. Porque os números não são divulgados juntos?

Por falta de integração entre DGS e Segurança Social, e por razões de confidencialidade.

4. Estes dados significam aumento de pobreza?

Significam, sobretudo, fragilidade estrutural entre mulheres jovens e mães solteiras.

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Conclusão

Os dados sobre as quase 6.000 mulheres apoiadas pelo Estado que realizaram IVG revelam problemas profundos: pobreza persistente, falhas na prevenção, pouca estratégia pública de educação sexual e ausência de relatórios completos e transparentes.

A Saúde Pública não pode ignorar esta realidade. A prevenção, o planeamento familiar, o apoio psicológico e a redução das desigualdades deveriam estar no centro da política pública — mas continuam dispersos e sub financiados.

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Fontes

As informações apresentadas neste artigo poderão ser revistas ou ampliadas à medida que novos dados se tornem disponíveis.

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