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| Cavaco Silva mexeu nas peças do tabuleiro político: atacou Gouveia e Melo e apoiou Marques Mendes. Um movimento que pode redefinir o poder na direita portuguesa. |
Ataque de Cavaco Silva a Gouveia e Melo: confronto político abala corrida presidencial
Surpreendeu Portugal. Numa intervenção que poucos esperavam, Cavaco Silva lançou críticas duras a Gouveia e Melo enquanto declarava o seu apoio a Marques Mendes. A reação foi imediata — e o país político entrou em ebulição.
O gesto do ex-Presidente da República não é apenas simbólico: marca um momento decisivo na corrida presidencial e expõe fissuras profundas no campo da direita portuguesa.
O apoio explícito a Marques Mendes, acompanhado de uma crítica direta a um dos candidatos mais populares, criou um verdadeiro confronto de titãs políticos.
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O ataque que mudou o tom da corrida presidencial
Durante uma conferência em Lisboa, Cavaco Silva elogiou o “sentido de responsabilidade e prudência” de Marques Mendes, mas não poupou Gouveia e Melo, a quem acusou de “excesso de protagonismo” e de “falar para os aplausos”. A crítica foi vista como um ataque direto ao antigo Chefe do Estado-Maior da Armada, cuja imagem pública tem sido de integridade e disciplina.
“Portugal precisa de estabilidade e não de aventureirismos mediáticos”, afirmou Cavaco, provocando de imediato reações em todo o espectro político. Analistas interpretam a frase como um aviso claro à ascensão meteórica de Gouveia e Melo, que tem conquistado eleitores desiludidos com os partidos tradicionais.
As reações imediatas: entre a surpresa e o cálculo político
A resposta não tardou. Fontes próximas de Gouveia e Melo classificaram as declarações como “injustas” e “pouco dignas de um ex-Presidente que deveria promover união”. Já apoiantes de Marques Mendes celebraram o gesto como um “sinal de maturidade e visão estratégica”.
Segundo o politólogo José Miguel Sardica, ouvido pelo Público, “Cavaco Silva quis reposicionar-se como voz de autoridade moral da direita e travar o avanço de uma figura que ameaça a hierarquia política instalada”.
O impacto na opinião pública
As sondagens recentes indicam que Gouveia e Melo continua entre os favoritos, mas o episódio poderá testar a sua capacidade de resistir a críticas vindas do interior do seu próprio campo político. Em contrapartida, Marques Mendes poderá beneficiar de uma onda de legitimidade associada ao apoio de uma figura histórica.
“Este tipo de confronto interno reforça o interesse mediático e a polarização — dois elementos que podem redefinir a campanha”, explica Clara Ferreira Alves, comentadora política na SIC Notícias.
Um confronto entre gerações e estilos
O embate entre Cavaco e Gouveia e Melo representa mais do que uma divergência política: simboliza o choque entre duas formas de ver Portugal. De um lado, a prudência e o conservadorismo da velha guarda; do outro, o pragmatismo e a imagem tecnocrática do militar que ganhou notoriedade durante a pandemia.
Para muitos eleitores, o apoio de Cavaco a Marques Mendes é um sinal de que os bastidores da política portuguesa continuam dominados por redes antigas de poder. Já para outros, é um gesto de responsabilidade — uma tentativa de evitar aventuras eleitorais.
O que está em jogo
O episódio coloca uma questão central: quem será capaz de unir a direita portuguesa numa altura em que o país enfrenta desafios económicos e sociais sem precedentes? Gouveia e Melo, com a sua retórica de eficiência e mérito, ou Marques Mendes, com a sua experiência e visão institucional?
Enquanto isso, o eleitorado observa com curiosidade e desconfiança. A cada nova declaração, a corrida presidencial transforma-se num campo de batalha onde reputações são postas à prova e alianças se redefinem a alta velocidade.
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Resumo final
O ataque de Cavaco Silva a Gouveia e Melo é mais do que um episódio isolado — é um sinal de reconfiguração no xadrez político português. Com as eleições à porta, os próximos meses prometem revelar se o gesto de Cavaco foi um erro estratégico ou o início de uma nova aliança na direita.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Por que Cavaco Silva criticou Gouveia e Melo?
Cavaco considerou que Gouveia e Melo tem demonstrado “excesso de protagonismo” e preferiu apoiar Marques Mendes, a quem vê como mais estável e institucional.
2. Qual o impacto político desta crítica?
A crítica reacendeu divisões na direita portuguesa e poderá influenciar os eleitores indecisos na corrida presidencial.
3. Gouveia e Melo respondeu?
Até ao momento, o candidato não respondeu diretamente, mas fontes próximas garantem que o foco da sua campanha “permanece nos portugueses, não nas críticas”.
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