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| Ventura acusa PS de favorecer PSD no OE2026 e acende nova crise política. |
Ventura diz que PS se abstém porque é "muleta do PSD" e "inútil" na democracia
Resumo rápido:
- Ventura acusa o PS de ser “muleta do PSD” na votação do Orçamento do Estado 2026 (OE2026).
- Chega critica abstenção socialista e fala em “inutilidade democrática”.
- PSD responde que oposição “procura palco” e PS diz que “não dá lições de responsabilidade”.
- Explicamos o que está em causa, impacto político e possíveis cenários para 2026.
A verdade é que este confronto revela muito mais do que um mero posicionamento parlamentar: mostra o ambiente de tensão permanente que dominará a política portuguesa até 2026. Neste artigo explicamos o que levou a esta acusação, o que está realmente em disputa e como isto pode impactar a governação e as eleições futuras.
Porque o PS decidiu abster-se no OE2026?
Segundo declarações de dirigentes sociais-democratas e socialistas, a abstenção do PS foi justificada como um gesto de “responsabilidade institucional”, semelhante ao que o PSD fez noutros orçamentos recentes. O PS argumenta que não quer “bloquear o país” e vê a aprovação na generalidade como uma “formalidade democrática”.
No entanto, o Chega acredita que esta narrativa é apenas uma cobertura para uma aproximação política entre os dois partidos, que Ventura classifica como “velho bloco central mascarado”.
O que diz o PS?
De acordo com declarações citadas pela SIC Notícias e pelo Expresso, o PS considera que:
- A abstenção evita “instabilidade desnecessária”.
- O partido não concorda com o orçamento, mas “não inviabiliza o país”.
- A responsabilidade política cabe ao Governo e não à oposição.
Fontes socialistas citadas pelo Diário de Notícias afirmam que André Ventura está a tentar “fabricar crises políticas imaginárias para manter relevância mediática”.
Como Ventura interpreta a abstenção
Para Ventura, o PS teve uma oportunidade para “dar um sinal claro” ao Governo de Montenegro — mas escolheu a abstenção. O presidente do Chega afirma que este comportamento comprova que os socialistas são, afinal, “um partido sem voz, sem coragem e sem utilidade democrática”.
Ventura reforçou a crítica em conferência de imprensa na Assembleia da República:
“O PS continua a ser a muleta do PSD. É um partido que fala muito, mas quando chega o momento de assumir posições, esconde-se. É inútil para quem quer mudança em Portugal.”
Estas declarações geraram forte reação entre dirigentes do PS e PSD, que acusaram Ventura de “radicalização e populismo”.
Tabela: Posições dos partidos no OE2026
| Partido | Posição no OE2026 | Argumento principal |
|---|---|---|
| PSD (Governo) | A favor | “Orçamento responsável e necessário para 2026.” |
| PS | Abstenção | “Evitar instabilidade política e permitir debate na especialidade.” |
| Chega | Contra | “Orçamento fraco, sem reformas e marcado por interesses partidários.” |
| IL | Contra | “Não reduz impostos como prometido.” |
| PCP e BE | Contra | “Não protege rendimentos e serviços públicos.” |
Por que esta discussão importa?
Para o cidadão comum, a disputa entre partidos pode parecer apenas ruído. Mas há impactos reais:
- Aprovação do orçamento define políticas públicas — saúde, IRS, habitação, salários, investimento.
- Revela alianças políticas informais que podem influenciar eleições futuras.
- Mostra força ou fragilidade do Governo no Parlamento.
- Aumenta a polarização política e condiciona o debate público.
A abstenção do PS pode facilitar a vida ao PSD, mas custa caro à narrativa socialista de oposição firme. Já para o Chega, este é um momento estratégico para reforçar a ideia de que “só o Chega faz oposição verdadeira”.
Impacto político a curto e médio prazo
A reação ao OE2026 poderá influenciar vários cenários: negociações futuras, debates parlamentares, entendimentos informais e até a preparação para as eleições legislativas seguintes.
Possíveis efeitos imediatos:
- Reforço do discurso do Chega como “única oposição total”.
- Maior desgaste do PS perante simpatizantes que exigem oposição firme ao PSD.
- Alívio temporário para o Governo na aprovação do orçamento.
Consequências para 2026:
- Abertura de espaço para coligações tácitas ou formais.
- Reforço da narrativa do “bloco central” usada por Chega e IL.
- Aumento da pressão mediática sobre o Governo, especialmente em temas como saúde, habitação e impostos.
Questionário rápido (interativo)
Achas que o PS devia ter votado contra o OE2026?
- 🔘 Sim, devia ter mostrado oposição clara
- 🔘 Não, abstenção foi a escolha mais responsável
- 🔘 Não sei / quero ver o debate na especialidade
Outra pergunta: Quem está a fazer oposição mais eficaz em 2025?
- 🔘 Chega
- 🔘 PS
- 🔘 IL
- 🔘 PCP / BE
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Conclusão
A acusação de Ventura coloca mais pressão sobre o PS e expõe a crescente hostilidade política entre os três principais partidos. O OE2026 tornou-se mais do que um documento financeiro: é um palco de batalha sobre legitimidade, oposição e futuro político.
O que está claro é que a abstenção socialista não passou despercebida e continuará a alimentar debates até ao final do ano parlamentar. Enquanto isso, o Governo tenta evitar turbulências e o Chega procura capitalizar cada oportunidade de desgaste dos seus adversários.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Porque o PS se absteve no OE2026?
Para evitar instabilidade política e permitir que o orçamento seja debatido na especialidade, segundo o próprio partido.
2. Porque Ventura chama o PS de “muleta do PSD”?
Porque acredita que os socialistas facilitam a governação de Montenegro ao não votarem contra o orçamento.
3. A abstenção muda o rumo do OE2026?
Sim. Facilita a vida ao Governo e reduz o risco de crise política imediata.
4. Isto pode influenciar eleições futuras?
Sim. Impacta a narrativa de oposição e pode alterar perceções de força política.
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