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| IRS 2026: Ganhe até 920€ por mês sem pagar impostos hoje! |
Última atualização
O cenário fiscal em Portugal sofreu uma das transformações mais significativas da última década. Com a entrada em vigor das novas tabelas de retenção na fonte, o limite de isenção subiu para os 920€, uma medida que visa injetar liquidez imediata no orçamento das famílias portuguesas. Este ajuste, promulgado pelo Governo e já em vigor, altera a forma como milhões de trabalhadores dependentes e pensionistas recebem o seu salário líquido todos os meses.
Neste guia completo do Portal Mundo Time, vamos decompor exatamente quanto vai poupar, quem são os grandes beneficiados e como este alívio fiscal se articula com o IRS Jovem e outras deduções à coleta. Se procura entender o impacto real na sua conta bancária e planear os seus investimentos ou amortização de crédito habitação, este artigo é a sua ferramenta essencial.
Resumo Rápido: O que mudou no seu IRS?
- Novo Mínimo de Existência: Isenção de retenção na fonte até aos 920€ brutos mensais.
- Modelo de Retenção: Consolidação do modelo de "taxa marginal", evitando que um pequeno aumento salarial resulte num salário líquido inferior.
- Impacto Geracional: Reforço das condições para o IRS Jovem, com isenções parciais alargadas.
- Pensionistas: Tabelas específicas que protegem as pensões mais baixas perante a inflação.
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O Novo Paradigma Fiscal: Porquê este alívio agora?
A alteração das tabelas de retenção na fonte não é apenas uma decisão administrativa; é uma resposta direta à pressão inflacionária e à crise na habitação. Segundo dados oficiais do Governo de Portugal, a subida do limiar de isenção para 920€ retira milhares de contribuintes do escalão de pagamento imediato, garantindo que o Salário Mínimo Nacional (recentemente atualizado) não seja tributado na fonte.
Na opinião de especialistas financeiros, esta medida foca-se na "frente de liquidez". Ao contrário do reembolso que ocorre apenas no ano seguinte, a descida da retenção na fonte permite que o capital fique do lado do cidadão no momento do recebimento do salário. Este cenário é particularmente relevante num contexto onde o património das famílias está pressionado pelas taxas de juro.
A Lógica da Taxa Marginal
O sistema anterior era frequentemente criticado pelo "salto de escalão". Atualmente, o modelo aproxima-se do cálculo final do IRS. Isto significa que a taxa de retenção incide apenas sobre a parte do salário que excede o limite do escalão anterior, tal como acontece na liquidação anual. É um sistema mais justo, mas que exige maior atenção à literacia financeira.
Simulação Prática: Quanto ganha por mês?
Para entender o impacto, utilizámos os dados mais recentes para comparar o rendimento líquido de um trabalhador solteiro (sem dependentes) em dois cenários distintos.
| Salário Bruto | Retenção Antiga (Est.) | Nova Retenção (2026) | Ganho Mensal Líquido |
|---|---|---|---|
| 900€ | ~15€ | 0€ | +15€ |
| 1.100€ | ~105€ | 82€ | +23€ |
| 1.500€ | ~215€ | 188€ | +27€ |
| 2.500€ | ~520€ | 485€ | +35€ |
Nota: Os valores são aproximados e dependem da situação familiar (dependentes, grau de incapacidade, etc).
IRS Jovem: O Bónus para a Nova Geração
O regime do IRS Jovem continua a ser o pilar da estratégia de retenção de talento em Portugal. Em 2026, as regras foram otimizadas para garantir que jovens até aos 35 anos (ou 37, em casos específicos de doutoramento) usufruam de uma isenção quase total nos primeiros anos de atividade profissional.
Este benefício é aplicado automaticamente na retenção na fonte, desde que o contribuinte comunique a sua opção à entidade patronal. De acordo com o Decreto-Lei em vigor, a poupança pode ultrapassar os 2.000€ anuais para salários médios, representando uma alavanca fundamental para quem procura constituir património ou investir no mercado de capitais.
O Contraditório: Críticas e Riscos de Menor Retenção
Embora o aumento do salário líquido seja bem-recebido, a medida não está isenta de críticas. Sindicatos e alguns economistas alertam para o efeito "ilusão fiscal". Ao reter menos mensalmente, o valor do reembolso do IRS no ano seguinte será previsivelmente menor ou, em casos de muitos rendimentos externos, poderá levar ao pagamento de imposto adicional em abril.
"O contribuinte deve estar consciente de que a retenção na fonte é um adiantamento ao Estado. Se adiantamos menos agora, o acerto final será menos generoso," alerta o Conselho de Auditoria Fiscal.
Riscos a considerar:
- Redução do Reembolso: Menos "poupança forçada" para quem contava com o cheque do IRS para férias ou despesas extras.
- Complexidade: O cálculo por patamares torna mais difícil para o cidadão comum validar se a entidade patronal está a aplicar a taxa correta.
Impacto para Pensionistas e Reformados
As novas tabelas trazem um alívio particular para as pensões entre os 850€ e os 1.100€. A Segurança Social e a CGA já adaptaram os seus sistemas de pagamento. Este ajuste é vital para compensar o aumento do custo de vida, garantindo que as atualizações anuais das pensões não sejam "comidas" por um escalão de IRS superior.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre o Novo IRS
1. Tenho de fazer algo para beneficiar da isenção até 920€?
Não. A atualização é automática e deve ser refletida no seu recibo de vencimento pela entidade patronal.
2. O que acontece se o meu salário subir para 950€?
Passará a reter sobre o valor que excede o limite de isenção, seguindo a lógica da taxa marginal, garantindo que nunca recebe menos líquido do que recebia com 920€.
3. As novas tabelas aplicam-se à Madeira e Açores?
As Regiões Autónomas possuem tabelas próprias, publicadas em Diário da República Regional, que geralmente refletem um desagravamento fiscal ainda maior (até 30%) em relação ao Continente.
4. Como é que isto afeta o meu crédito habitação?
Indiretamente, ter mais rendimento disponível melhora a sua taxa de esforço, o que pode ser benéfico em processos de renegociação de crédito com instituições bancárias.
Leia também: Mudanças Fiscais na Nova Proposta para a Habitação em Portugal: O Que Vai Mudar.
Conclusão
O novo alívio no IRS representa uma mudança de estratégia na política fiscal portuguesa, priorizando a disponibilidade imediata de capital. Embora a medida seja positiva para o consumo e para o cumprimento de obrigações financeiras imediatas, exige uma gestão mais rigorosa do orçamento familiar, dado que os reembolsos elevados de verão tendem a desaparecer.
O tema continuará em debate à medida que os dados da execução orçamental de 2026 forem revelados. Na análise do Portal Mundo Time, a recomendação é clara: utilize este excedente mensal para abater dívidas de alto juro ou para reforçar o seu fundo de emergência.
Fontes e Referências:
- Portal do Governo de Portugal
- Direção-Geral do Orçamento (DGO)
- Instituto da Segurança Social
- Diário da República Eletrónico - Decretos-Lei de Retenção
Sobre o Autor: Equipa Editorial Mundo Time, especializada em economia e finanças pessoais. As informações poderão ser revistas conforme novos dados surjam.
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