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| Nova Lei da Nacionalidade aumenta prazos e gera incerteza para milhares de famílias. |
Caos nos Consulados: Nova Lei da Nacionalidade em Portugal Vai Fazer Filhos de Imigrantes Esperar Mais pela Cidadania
Lei da Nacionalidade. Duas palavras que, em 2025, passaram a significar incerteza, espera e ansiedade para milhares de famílias imigrantes em Portugal. A nova proposta de alteração à Lei da Nacionalidade — já oficial e em debate avançado — promete mudar profundamente o tempo de residência exigido, os critérios de acesso à cidadania e o futuro de crianças nascidas ou criadas em território português.
O impacto é imediato: consulados sobre-lotados, processos mais longos, regras mais exigentes e uma divisão política clara sobre quem deve — ou não — tornar-se cidadão português. Neste artigo, explicamos o que mudou, quem é afetado, o papel de André Ventura e do CHEGA e porque esta lei está a gerar polémica dentro e fora de Portugal.
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Resumo rápido: o que precisa de saber
- Aumenta o tempo de residência legal para pedir nacionalidade
- Filhos de imigrantes passam a ter regras mais restritivas
- Processos mais lentos nos consulados e no IRN
- CHEGA defendeu critérios mais duros e seletivos
- Impacto direto em famílias, trabalhadores e estudantes
Mudança na Lei da Nacionalidade: o que mudou no tempo de residência
A principal alteração proposta incide sobre o tempo mínimo de residência legal em Portugal. Até agora, o prazo geral era de 5 anos. Com a nova lei, o Governo admite:
- Aumento do prazo efetivo de residência exigida
- Contagem apenas após emissão do título de residência (não desde a entrada)
- Maior escrutínio sobre vínculos reais ao país
Segundo informações divulgadas pelo Parlamento da República, o objetivo é “garantir uma ligação efetiva à comunidade nacional”, argumento que divide juristas e associações de imigrantes.
Tabela comparativa: antes e depois
| Critério | Antes | Depois (proposta) |
|---|---|---|
| Tempo de residência | 5 anos | Mais restritivo e contabilizado de forma mais lenta |
| Filhos de imigrantes | Acesso facilitado | Exigência acrescida de residência dos pais |
| Processos | Lentos | Ainda mais demorados |
Filhos de imigrantes: quem fica “preso” à espera da cidadania
Um dos pontos mais sensíveis da nova Lei da Nacionalidade é o impacto sobre crianças e jovens filhos de imigrantes. Muitos nasceram em Portugal, estudam em escolas portuguesas e nunca viveram noutro país — mas podem agora ter de esperar mais anos para obter a cidadania.
De acordo com o Diário de Notícias, associações alertam para o risco de criar uma geração de jovens “sem país”, legalmente residentes, mas sem direitos plenos.
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Exemplo prático
Uma criança nascida em Lisboa, filha de pais estrangeiros com residência temporária, poderá ter de esperar que ambos os progenitores cumpram novos prazos legais antes de aceder à nacionalidade — mesmo que toda a sua vida decorra em Portugal.
Cronologia: como chegámos até aqui
- 2018–2022 — Facilitação do acesso à nacionalidade
- 2023 — Aumento do fluxo migratório e pressão política
- 2024 — Propostas de revisão da Lei da Nacionalidade
- 2025 — Consolidação de regras mais restritivas
Segundo dados do INE, Portugal ultrapassou 1,5 milhões de imigrantes residentes, um número usado como argumento central no debate político.
10 posições-chave de André Ventura sobre a Nova Lei da Nacionalidade
O presidente do CHEGA tem sido uma das vozes mais firmes no endurecimento das regras. Eis as 10 posições-chave defendidas por Ventura:
- Nacionalidade não deve ser automática
- Exigência de ligação cultural e linguística
- Aumento do tempo de residência
- Fim do “efeito chamada”
- Prioridade à segurança interna
- Critérios iguais para todos
- Revisão de nacionalidades concedidas
- Menos burocracia, mais controlo
- Defesa da soberania nacional
- Rejeição do que chama “facilitismo legal”
Em declarações à SIC Notícias, Ventura afirmou que “Portugal não pode continuar a distribuir nacionalidades como se fossem autorizações administrativas”.
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Impacto real: economia, trabalho e integração
Especialistas alertam que regras demasiado rígidas podem ter efeitos contrários:
- Menor atração de mão-de-obra qualificada
- Impacto em setores como construção e serviços
- Dificuldades para estudantes internacionais
Segundo o Banco de Portugal, a imigração tem sido um fator-chave para o crescimento económico recente.
Perguntas frequentes (FAQ)
A nova lei já está em vigor?
Algumas medidas já estão a ser aplicadas de forma administrativa; outras aguardam regulamentação.
Quem já iniciou o processo será afetado?
Depende da fase do processo e da forma final da lei.
Filhos nascidos em Portugal perdem direitos?
Não perdem direitos básicos, mas o acesso à cidadania pode ser atrasado.
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Conclusão
O que esperar daqui para a frente
A nova Lei da Nacionalidade marca uma viragem clara na política migratória portuguesa. Mais do que uma questão legal, trata-se de uma escolha sobre o modelo de sociedade que Portugal pretende construir.
Para milhares de famílias, o tempo de espera aumenta. Para o país, o debate está longe de terminar.
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As informações apresentadas neste artigo poderão ser revistas ou ampliadas à medida que novos dados se tornem disponíveis.
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Fontes
- Parlamento da República Portuguesa
- Diário de Notícias
- SIC Notícias
- Instituto Nacional de Estatística


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