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| Portugal está a ser alvo de sites falsos. Descobre como te proteger da nova onda de desinformação. |
Portugal Está a Ser Alvo de Desinformação Russa? Como os Sites Falsos Estão a ‘Invadir’ o ChatGPT
Resumo rápido:
- Portugal está a enfrentar um aumento de conteúdos falsos gerados por inteligência artificial.
- Sites suspeitos ligados a redes russas estão a explorar plataformas como o ChatGPT.
- A desinformação está a usar formatos aparentemente credíveis para influenciar opinião pública.
- Neste artigo: exemplos reais, como funciona o esquema, dados oficiais, tabela explicativa e como te proteger.
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Portugal está a ser alvo de desinformação russa — esta é a palavra-chave e também o alerta que abriu várias discussões entre especialistas em segurança digital e organismos oficiais europeus. Nos últimos meses, investigadores identificaram um aumento de sites falsos e redes anónimas que usam modelos de IA como o ChatGPT para amplificar narrativas manipuladas, muitas delas alinhadas com interesses do Kremlin. Este artigo explica como estas operações funcionam, como reconhecer o padrão e o que significa para Portugal.
Portugal está a ser alvo de desinformação russa? O que dizem os especialistas
O tema ganhou força depois de relatórios recentes do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e alertas divulgados pela SIC e pelo Expresso sobre campanhas de manipulação ativa na União Europeia. Segundo estas fontes, parte da desinformação é fabricada em sites que imitam jornais portugueses.
Esses conteúdos são posteriormente replicados por utilizadores distraídos — e até por ferramentas de IA generativa quando estas não reconhecem que a fonte é falsa.
Principais sinais de desinformação russa detectada em Portugal
| Sinal | Descrição | Exemplo real |
|---|---|---|
| Domínios suspeitos | Sites com nomes parecidos a jornais portugueses | Imitações do DN e do Público denunciadas pela imprensa |
| Traduções literais | Textos parecidos com versões russas, mas traduzidos rapidamente | Notícias distribuídas simultaneamente em português e sérvio |
| Teorias conspirativas | Narrativas fabricadas para polarizar o debate público | Mentiras sobre imigração e NATO |
| Fontes inexistentes | Artigos que citam “especialistas” que não existem | Nomes e institutos inventados |
Como os sites falsos estão a ‘invadir’ o ChatGPT e outras IAs
O fenómeno não é exclusivo de Portugal, mas o país está no centro de uma estratégia nova: usar línguas menos comuns na desinformação global para testar a capacidade das IAs. Pesquisadores europeus descobriram que operadores de sites pro-Kremlin criam artigos em massa e publicam-nos em domínios descartáveis. Depois, tentam forçar estes conteúdos a parecerem legítimos através de:
- Backlinks artificiais criados por bots;
- Traduções automáticas com palavras-chave populares;
- Partilhas massivas em redes sociais recém-criadas;
- Comentários automatizados que tentam legitimar a narrativa.
Quando alguém utiliza inteligência artificial para pedir notícias sobre política europeia, segurança ou imigração, o sistema pode — em alguns casos — tentar usar esses sites como fonte caso não os reconheça como fraudulentos. Isto explica porque algumas respostas de modelos de IA começaram a citar sites desconhecidos ou apresentar alegações distorcidas.
Porquê Portugal? A estratégia por trás da escolha
De acordo com o Instituto de Defesa Nacional (IDN), Portugal é visto como um “alvo suave”: um país europeu estável, com forte ligação à União Europeia e à NATO, mas com grande circulação de conteúdos estrangeiros.
Principais motivos citados pelos investigadores
- Elevado uso de redes sociais como fonte primária de informação.
- Consumo rápido de notícias sem verificação prévia.
- Língua portuguesa facilita a disseminação para Angola, Brasil e Cabo Verde.
- Bolsão de páginas pequenas mais vulneráveis a manipulação.
Segundo o Diário de Notícias, estas operações têm crescido desde 2022, especialmente em temas como guerra, imigração e eleições europeias.
Como identificar um site falso que tenta enganar Portugal
De forma simples: se parece estranho, provavelmente é. Eis uma lista objetiva baseada em critérios usados pelo Observatório Europeu de Media Digital.
Sinais claros de alerta
- Título sensacionalista com ausência de fonte oficial.
- Domínio criado há poucos dias.
- Artigos sem autor ou com nomes genéricos.
- Ausência de contactos reais, morada ou editor responsável.
- Erros de português, incoerências ou mistura de expressões brasileiras.
- Uso excessivo de palavras-chave para manipular motores de busca.
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Desinformação e segurança nacional: por que isto importa para Portugal
A desinformação não é apenas um problema de internet — é um problema de segurança nacional. Segundo o Conselho Europeu, campanhas estrangeiras podem influenciar eleições, criar divisões internas e distorcer percepções sobre imigração, economia ou política internacional.
Em Portugal, há exemplos concretos:
- Notícias falsas sobre supostas movimentações militares.
- Manipulações sobre preços de energia.
- Informações inventadas sobre crimes ligados a imigrantes.
Estes conteúdos criam medo, raiva e divisões, o que os torna perfeitos para campanhas de manipulação.
Como Portugal e a União Europeia estão a responder
O SEAE, o IDN, e o Observatório Europeu de Media Digital estão a monitorizar redes suspeitas. A Comissão Europeia também lançou uma proposta para reforçar a resposta a desinformação gerada por IA.
Segundo o Expresso, Portugal já participa em programas de defesa digital europeus para identificar padrões de campanhas externas.
Como te proteger de sites falsos e notícias manipuladas
Dicas práticas
- Verifica sempre a data, fonte e autor.
- Consulta pelo menos duas fontes portuguesas reconhecidas.
- Evita partilhar notícias que provoquem emoções fortes imediatas.
- Confere se o domínio tem histórico no Google.
- Procura declarações oficiais do Governo, INE ou Banco de Portugal quando o tema é económico.
Checklist rápido de verificação
| Fonte oficial citada? | Sim / Não |
| Autor real identificado? | Sim / Não |
| O domínio parece legítimo? | Sim / Não |
| O conteúdo parece demasiado sensacionalista? | Sim / Não |
Conclusão
Portugal está, de facto, a ser atingido por ondas de desinformação que tentam explorar fragilidades digitais e o crescimento do consumo rápido de notícias. A entrada de sites falsos no ecossistema de IA é um alerta para utilizadores, jornalistas e autoridades. Quanto mais informados estivermos, mais difícil será manipular o debate público.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O ChatGPT está a divulgar sites falsos?
Em alguns casos pode citar fontes enganosas se estas forem construídas para parecer legítimas. Plataformas estão a melhorar os filtros.
2. A desinformação russa está ativa em Portugal?
Sim. De acordo com relatórios europeus, o país faz parte de campanhas de manipulação externas.
3. Como posso identificar uma notícia falsa?
Verifica a fonte, o autor, a data, os erros de escrita e pesquisa se outros meios portugueses confirmam o conteúdo.
4. O que fazer se identificar um site suspeito?
Evitar partilhar e denunciar caso seja publicado em redes sociais.


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