| Surpresa, choque e divisão de opiniões. As declarações de André Ventura voltaram a incendiar o debate político em Portugal. O líder do Chega garante que não vai retirar os polémicos cartazes espalhados por várias cidades do país — e diz ter “motivos claros” para manter a mensagem. |
Os cartazes, que abordam temas como corrupção, imigração e justiça social, estão a gerar forte controvérsia. Leia também: O que mudaria se André Ventura fosse Presidente de Portugal? A oposição acusa o partido de ultrapassar os limites do discurso político, mas Ventura defende-se dizendo que “os portugueses têm direito à verdade”.
“Não retiro os cartazes e tenho motivos claros”
Em entrevista recente, Ventura foi direto: “Está fora de cogitação retirar os cartazes. São mensagens que refletem o sentimento de milhões de portugueses fartos de corrupção, injustiça e favoritismos.” O líder do Chega reforçou que não teme as críticas e que continuará a expor o que considera “as verdades que o sistema tenta esconder”.
Os cinco cartazes que estão a dar que falar incluem frases como:
- “DIA 30 DE JANEIRO VAMOS FAZER O SISTEMA TREMER.”
- “50 ANOS DE CORRUPÇÃO — É TEMPO DE DIZER CHEGA.”
- “ISTO NÃO É O BANGLADESH.”
- “OS CIGANOS TÊM DE CUMPRIR A LEI.”
- “ANDAMOS A SUSTENTAR QUEM NÃO QUER FAZER NADA?”
Cartazes que dividem o país
As imagens, colocadas em locais estratégicos, dividem opiniões entre quem as considera um “ato de coragem” e quem as vê como “propaganda discriminatória”. O impacto é visível: os cartazes tornaram-se virais nas redes sociais e estão a ser amplamente debatidos nos meios de comunicação.
Segundo Ventura, “o objetivo é despertar o povo português e fazer o país refletir sobre o rumo que tomou nas últimas décadas”. O líder do Chega acredita que o desconforto causado pelos cartazes é “um sinal de que o sistema está a ser confrontado”.
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Partidos rivais reagiram com indignação, considerando as mensagens “excessivas e divisivas”. O Partido Socialista classificou a campanha como “um atentado à convivência democrática”, enquanto o PSD apelou ao “respeito pelos valores da Constituição”.
Ventura respondeu afirmando que “o Chega não é um partido do politicamente correto, mas da verdade”. Afirmou ainda que “nenhum cartaz será removido”, mesmo perante eventuais processos ou sanções da Comissão Nacional de Eleições.
O simbolismo por detrás das mensagens
Os cartazes fazem parte de uma estratégia de comunicação calculada, que aposta na emoção e no confronto direto. Especialistas em comunicação política explicam que Ventura procura reforçar a imagem de “outsider” — alguém que desafia o sistema e se coloca ao lado do cidadão comum.
De acordo com o analista político Miguel Ferreira, “é uma tática arriscada, mas eficaz. O Chega posiciona-se como o porta-voz da insatisfação popular, o que pode render votos entre os desiludidos com a política tradicional”.
Impacto nas Eleições Presidenciais
O momento não é inocente. Com as Eleições Presidenciais de 2026 à vista, Ventura procura consolidar o seu eleitorado e ampliar o alcance mediático. “Dizer o que os outros não dizem” tornou-se o lema que alimenta a narrativa de resistência ao “sistema corrompido”.
Enquanto isso, os cartazes continuam expostos em diversas cidades, atraindo curiosos, apoiantes e críticos. Para Ventura, o objetivo está a ser cumprido: “Se estão a falar de nós, é porque o Chega mexe com o país.”
Os 5 cartazes mais polémicos do Chega
Vê abaixo as imagens dos cartazes que estão a gerar discussão em todo o território nacional:
Resumo final
A polémica dos cartazes do Chega mostra como a política portuguesa continua marcada por fortes divisões. Para uns, é um grito de revolta legítimo; para outros, uma campanha perigosa que reforça estereótipos e tensões sociais.
Independentemente das opiniões, o certo é que André Ventura conseguiu o que queria: colocar o Chega novamente no centro do debate nacional.
Perguntas frequentes (FAQ)
Por que os cartazes do Chega causaram tanta polémica?
Porque abordam temas sensíveis com linguagem direta e provocadora, algo pouco comum na comunicação política tradicional.
O Chega vai retirar os cartazes?
Não. Ventura afirmou publicamente que “não vai retirar os cartazes” e que a mensagem representa “a voz dos portugueses descontentes”.
Estes cartazes têm impacto eleitoral?
Sim. Especialistas acreditam que campanhas deste tipo ajudam o Chega a consolidar a sua base e captar a atenção dos meios de comunicação e eleitores indecisos.
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