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| Carlos Cabreiro, Diretor Nacional da PJ, visado em queixa-crime por alegadas escutas não autorizadas no caso Football Leaks. |
Caso Carlos Cabreiro: investigação sobre alegadas escutas no processo Football Leaks ganha novos desenvolvimentos
Diretor da PJ mantém tranquilidade
O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, continua a negar qualquer irregularidade e afirma estar totalmente tranquilo perante as acusações que lhe foram dirigidas.
O caso envolve uma queixa-crime apresentada pelo coordenador de investigação criminal da PJ, David Freitas, relacionada com alegadas escutas realizadas durante a investigação do caso Football Leaks, que envolveu o hacker Rui Pinto e o seu antigo advogado, Aníbal Pinto.
Como surgiu a denúncia
A denúncia partiu do próprio interior da Polícia Judiciária. David Freitas, coordenador com longa experiência na instituição, apresentou uma queixa à Procuradoria-Geral da República (PGR), levantando suspeitas sobre procedimentos utilizados durante a investigação realizada em 2015.
Segundo a queixa, terão sido encontrados elementos relacionados com operações de escuta e vigilância que, de acordo com a versão apresentada pelo denunciante, não estariam devidamente enquadrados nos autos oficiais.
As alegações colocaram dois responsáveis da PJ em posições opostas e deram origem a um processo que passou a ser analisado pelas autoridades judiciais.
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O que é alegado contra Carlos Cabreiro
A queixa apresentada por David Freitas envolve essencialmente duas questões.
Suspeita de abuso de poder
Uma das alegações é de que Carlos Cabreiro terá ordenado uma operação de escuta ambiental durante a investigação relacionada com o Football Leaks, apesar de, segundo a denúncia, existir uma oposição anterior à realização desse procedimento.
Alegadas falsas declarações em tribunal
A segunda questão está relacionada com as declarações prestadas por Cabreiro durante o julgamento de Rui Pinto.
O denunciante sustenta que o diretor da PJ terá negado em tribunal a realização de determinadas operações de escuta ou vigilância eletrónica.
Estas são alegações constantes da queixa e não uma conclusão judicial sobre a responsabilidade do diretor da PJ.
PGR abriu investigação
Entretanto, o caso avançou para uma nova fase.
A Procuradoria-Geral da República instaurou formalmente um inquérito para averiguar as suspeitas relacionadas com alegado abuso de poder e falsas declarações.
A abertura do inquérito significa que os factos denunciados estão a ser objeto de investigação pelas autoridades competentes. Não representa, por si só, uma conclusão sobre a existência dos crimes ou sobre a responsabilidade de Carlos Cabreiro.
Buscas na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico
Um dos desenvolvimentos mais recentes ocorreu a 23 de setembro de 2026, quando o Ministério Público realizou buscas na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) da Polícia Judiciária.
As diligências tiveram como objetivo procurar ficheiros internos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu durante a operação de 2015.
A existência de documentação técnica e registos internos poderá ser relevante para reconstruir os procedimentos utilizados durante a investigação.
Conflito interno na Polícia Judiciária
O caso também provocou tensão dentro da própria PJ.
Depois de apresentar a queixa, David Freitas foi transferido para a escola da Polícia Judiciária e ficou envolvido em processos disciplinares internos distintos.
A situação passou a alimentar relatos de conflito interno numa das principais instituições de investigação criminal do país.
O que diz Carlos Cabreiro
Carlos Cabreiro rejeita as acusações e mantém as afirmações que anteriormente prestou em tribunal.
O diretor nacional da PJ afirma estar tranquilo perante a investigação e nega ter cometido qualquer irregularidade.
A sua posição contrasta com a versão apresentada pelo coordenador David Freitas, que está na origem da queixa-crime que desencadeou o atual processo.
Ministério da Justiça mantém confiança no diretor
Apesar da investigação em curso e das recentes buscas na UPAT, o Ministério da Justiça declarou manter a confiança em Carlos Cabreiro.
Assim, neste momento, coexistem três elementos centrais no caso: uma queixa apresentada por um responsável da própria PJ, uma investigação formal conduzida pelo Ministério Público e a defesa do diretor nacional, que rejeita as acusações.
O que acontece agora?
A investigação deverá procurar esclarecer, entre outros aspetos, a origem dos registos e ficheiros relacionados com as operações de 2015, os procedimentos efetivamente realizados e as circunstâncias das declarações prestadas posteriormente em tribunal.
Até que o processo seja concluído, as acusações contra Carlos Cabreiro permanecem sob investigação e aplica-se o princípio da presunção de inocência.
Perguntas frequentes
Quem apresentou a queixa contra Carlos Cabreiro?
A queixa-crime foi apresentada por David Freitas, coordenador de investigação criminal da Polícia Judiciária.
O que está a ser investigado?
Entre as questões estão suspeitas de abuso de poder e alegadas falsas declarações relacionadas com operações de escuta e vigilância no contexto do caso Football Leaks.
O caso envolve Rui Pinto?
Sim. As alegações estão relacionadas com a investigação do processo Football Leaks, que envolveu Rui Pinto e o seu antigo advogado, Aníbal Pinto.
Já existe uma conclusão contra Carlos Cabreiro?
Não. A PGR abriu um inquérito e o Ministério Público realizou diligências para recolher elementos. A investigação ainda está em curso.
O que aconteceu a 23 de setembro de 2026?
O Ministério Público realizou buscas na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da PJ para procurar ficheiros e outros elementos relacionados com a operação de 2015.
Conclusão
O caso que envolve Carlos Cabreiro ganhou uma nova dimensão com a abertura formal do inquérito e as buscas realizadas na UPAT.
A investigação terá agora de esclarecer as circunstâncias das operações realizadas em 2015, a existência e o enquadramento dos respectivos registos e as declarações prestadas posteriormente em tribunal.
Enquanto o Ministério Público prossegue as diligências, Carlos Cabreiro mantém a sua versão dos acontecimentos e o Ministério da Justiça afirma continuar a confiar no diretor nacional da Polícia Judiciária.
