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| Inadmissível. O INEM admite que não consegue localizar as suas próprias ambulâncias. Está o socorro em risco |
- Falha de Geolocalização: O sistema de gestão de frotas do INEM está obsoleto, impedindo o rastreio em tempo real de centenas de ambulâncias.
- Crise de Janeiro: O pico da gripe expôs a incapacidade de resposta perante um volume de chamadas recorde.
- Falta de Pessoal: O défice de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) compromete a escala de meios.
- Investimento Retido: O plano de renovação tecnológica aguarda dotação orçamental há anos.
O sistema de emergência médica em Portugal enfrenta um "apagão" tecnológico sem precedentes. Luís Mendes Cabral, presidente do INEM, admitiu no Parlamento que o instituto desconhece o paradeiro exato de muitas das suas ambulâncias em tempo real, uma falha crítica que compromete o socorro imediato aos cidadãos.
Esta revelação surge após um mês de janeiro marcado por atrasos graves na assistência, onde a elevada afluência provocada pelo pico da gripe e por doenças respiratórias levou os serviços ao limite.
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Neste Artigo Verá:
A "Cegueira Tecnológica" no SIEM
O Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) opera atualmente com infraestruturas que o próprio presidente do INEM classifica como inadequadas. Segundo Luís Mendes Cabral, o software de gestão de frotas não comunica eficazmente com as viaturas dos parceiros (Bombeiros e Cruz Vermelha), criando zonas de sombra na coordenação.
Este cenário levanta críticas severas porque a eficiência operacional depende diretamente da capacidade de despachar o meio mais próximo da ocorrência. Sem GPS funcional e centralizado, o tempo de resposta aumenta drasticamente, o que em casos de paragem cardiorrespiratória ou AVC, pode ser a diferença entre a vida e a morte.
"Não sabemos onde andam as ambulâncias em tempo real em muitos casos. Estamos a trabalhar com tecnologia que já deveria ter sido substituída há uma década." — Luís Mendes Cabral, Parlamento.
Janeiro: O Mês da Rutura e o Impacto Financeiro
Durante o mês de janeiro, o volume de chamadas para o 112 e para o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) atingiu níveis históricos. A falta de capacidade de triagem resultou em tempos de espera que ultrapassaram os 15 minutos em linha, algo inadmissível em padrões internacionais de emergência.
O impacto disto não é apenas humano, mas também patrimonial e económico. A má gestão de meios implica um desperdício de recursos financeiros, combustível e horas de trabalho de profissionais altamente qualificados. Para investidores no setor da saúde privada e seguros, esta fragilidade do setor público aumenta a procura por alternativas de assistência suplementar.
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Análise de Dados: O Estado da Frota e Pessoal
Abaixo, apresentamos a cronologia e os números que explicam a degradação do serviço nos últimos anos, baseados em relatórios de atividades e auditorias recentes.
| Indicador | Estado Atual | Impacto |
|---|---|---|
| Défice de TEPH | ~800 profissionais | Ambulâncias paradas por falta de tripulação. |
| Idade Média da Frota | 8 a 12 anos | Elevado custo de manutenção e avarias frequentes. |
| Tempo de Triagem | Aumento de 40% em Janeiro | Risco acrescido para doentes críticos. |
O Contraditório: Críticas e Riscos Institucionais
Na opinião de especialistas em gestão hospitalar e dos sindicatos do setor, a admissão de Luís Mendes Cabral é um sintoma de anos de sobre investimento público. O STEPH (Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar) tem alertado sucessivamente que a tecnologia é apenas parte do problema; o cerne reside na incapacidade de reter profissionais devido aos baixos salários e precariedade.
Este cenário importa agora porque o Governo está sob pressão para reformular o SNS. Se o INEM não garantir a geolocalização e a resposta rápida, o sistema de saúde colapsa ainda antes de o doente chegar ao hospital. Este é um risco reputacional e operacional que o Estado Português não pode ignorar.
Conclusão: O Futuro do Socorro Pré-Hospitalar
O tema continuará em debate nas próximas comissões de saúde. A solução imediata passa pela libertação de verbas para o Plano de Renovação de Frotas e Sistemas, mas a componente humana — a contratação e formação de técnicos — continua a ser o maior desafio a longo prazo.
A transparência de Luís Mendes Cabral ao admitir as falhas é um passo necessário para a resolução, mas as medidas levantam dúvidas sobre a rapidez da execução política face à urgência das necessidades da população.
Veja também: Tempestade Kristin: Ventura no terreno enquanto população aguarda resposta do Estado”.
FAQ - Perguntas Frequentes
Devido à obsolescência dos sistemas informáticos e à falta de integração de GPS entre as viaturas do INEM e as dos parceiros (Bombeiros/Cruz Vermelha).
Houve uma abertura de concurso para novos técnicos, mas a renovação tecnológica ainda aguarda aprovação orçamental plena.
Em Portugal, o 112 é a única via oficial de emergência médica, recomendando-se sempre manter a calma e seguir as instruções dos operadores, mesmo em períodos de espera.
Fontes Consultadas: SIC Notícias,
Jornal Expresso,
Relatórios Oficiais do INEM e Atas da Comissão Parlamentar de Saúde.
Aviso de Atualização: As informações poderão ser revistas conforme novos dados surjam ou o Ministério da Saúde emita novos comunicados.
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