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| Estilo ou estratégia? Marques Mendes surge irreconhecível e o país já só vê um destino: Belém. |
Pontos-Chave do Artigo:
- A Mudança de Imagem: Luís Marques Mendes adotou um visual de inverno que gerou comparações imediatas com António Costa.
- Estratégia Presidencial: A análise por trás do "branding" pessoal para a corrida a Belém em 2026.
- Contexto Político: A posição consolidada do comentador nas sondagens e o impacto do seu espaço na SIC.
- O Fator Empatia: Como a estética influencia a perceção do eleitorado moderado.
O cenário político português assistiu, nos últimos dias, a um fenómeno que transcende a análise parlamentar para entrar no campo da semiótica e da imagem pública. Luís Marques Mendes, o comentador político com maior longevidade e influência na televisão nacional, surgiu com um visual renovado — uma escolha estética de inverno que não passou despercebida aos observadores atentos e às redes sociais. A mudança, embora pareça um pormenor de moda, carrega um peso simbólico profundo: a transição de um "comentador de Estado" para um candidato presidencial de facto.
Este artigo analisa a estratégia por trás da nova imagem de Marques Mendes, as comparações inevitáveis com o estilo de António Costa e como este posicionamento visa captar o centro do espetro político. Ler até ao fim permitirá compreender como o "marketing" visual está a ser desenhado para a corrida ao Palácio de Belém, num momento em que os candidatos começam a definir as suas marcas distintivas perante o eleitorado.
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O "Look" de Inverno: Coincidência ou Mimetismo Político?
A aparição de Marques Mendes com uma camisa de gola alta e um sobretudo de corte mais contemporâneo gerou uma onda de reações no X (antigo Twitter) e no Facebook. A comparação mais frequente foi com o ex-Primeiro-Ministro, António Costa, conhecido pelo seu estilo casual-chic e o uso frequente de malhas que transmitem uma imagem de proximidade e descontração controlada.
Na opinião de especialistas em comunicação política, esta mudança não é aleatória. Segundo dados de tendências de imagem pública, candidatos que abandonam o formalismo rígido do fato e gravata em contextos de "proximidade" tendem a registar um aumento nos índices de empatia junto das classes médias. Marques Mendes, que mantém o seu espaço de comentário na SIC há cerca de 20 anos, está a transitar de uma figura institucional para uma figura mais humanizada.
Tabela: Comparação de Estilos e Mensagem Política
| Elemento Visual | Estilo Tradicional | Novo Visual (Influência Costa) |
|---|---|---|
| Indumentária | camisa branca clássica. E calça preta | Malhas de gola alta e sobretudos casuais. |
| Mensagem Percebida | Autoridade, tecnocracia, distanciamento. | Proximidade, modernidade, "homem do povo". |
| Alvo Eleitoral | Elites políticas e partidárias. | Eleitorado flutuante e abstencionistas. |
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O Caminho para 2026: Por que isto importa agora?
A corrida às Presidenciais de 2026 já começou nos bastidores. Marques Mendes é, atualmente, um dos nomes mais fortes nas sondagens de opinião, frequentemente ombreando com figuras como Gouveia e Melo ou Pedro Passos Coelho. A adoção de um estilo que remete ao "sucesso comunicacional" de António Costa sugere uma tentativa de herdar o eleitorado de centro-esquerda que valorizava a estabilidade e a bonomia do ex-líder do PS.
Este cenário levanta críticas porque alguns analistas consideram que a "personagem televisiva" está a fundir-se excessivamente com a "figura política". O impacto real desta transformação reside na capacidade de Mendes se tornar uma alternativa aglutinadora, capaz de falar tanto para o PSD como para setores moderados do Partido Socialista.
"A política é, cada vez mais, uma questão de perceção. Se o eleitor vê no candidato alguém que se veste como ele e que compreende o seu quotidiano, a barreira da desconfiança política cai substancialmente." — Análise Portal Mundo Time.
Cronologia da Consolidação de Marques Mendes
- 2005-2007: Liderança do PSD, período marcado por um perfil mais rígido e oposicionista.
- 2010: Início da colaboração regular na televisão, construindo a imagem de "conselheiro da nação".
- 2023: Declaração implícita de intenções presidenciais durante o seu espaço na SIC.
- 2024/2025: Rebranding visual e intensificação da agenda de proximidade em eventos locais.
O Contraditório: Riscos da "Costização" da Imagem
Apesar do sucesso inicial nas redes sociais, esta estratégia não carece de riscos. Setores mais conservadores à direita podem interpretar esta mudança como uma perda de identidade ou um oportunismo estético. Críticos apontam que, ao aproximar-se da imagem de António Costa, Marques Mendes corre o risco de ser associado ao desgaste político que acabou por ditar o fim do ciclo socialista.
Além disso, sindicatos e movimentos sociais têm alertado para o facto de as "campanhas de imagem" muitas vezes mascararem a ausência de propostas concretas para temas como a crise na habitação ou a sustentabilidade da Segurança Social. Para o eleitorado mais jovem, o estilo de vestuário é secundário face ao investimento em políticas de crédito e acesso ao primeiro emprego.
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Conclusão
A evolução visual de Marques Mendes é mais do que uma escolha de guarda-roupa para o frio de Lisboa; é um manifesto político silencioso. Ao mimetizar elementos que garantiram a António Costa uma ligação forte com o eleitorado, o comentador posiciona-se como o herdeiro natural da estabilidade institucional, mas com o ADN reformista do centro-direita.
O tema continuará em debate à medida que nos aproximamos do ano eleitoral. A eficácia desta estratégia será testada não pelos "gostos" nas redes sociais, mas pela capacidade de converter a popularidade televisiva em votos reais nas urnas. As informações sobre esta corrida a Belém poderão ser revistas conforme novos dados de sondagens ou movimentações partidárias surjam.
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Qual a sua opinião sobre o novo visual de Marques Mendes? A imagem influencia o seu voto? Comente abaixo!
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Marques Mendes já é oficialmente candidato?
Não oficialmente, mas o próprio já admitiu que a decisão será tomada no momento oportuno, mantendo todas as portas abertas.
2. Por que o comparam a António Costa?
Devido à adoção de vestuário mais informal (golas altas, sobretudos casuais) e a uma postura comunicacional que privilegia a empatia e o equilíbrio.
3. Quais são as fontes desta análise?
Este artigo baseia-se em observação direta de transmissões da SIC, análises de especialistas em branding político e dados históricos de sondagens publicadas pelo jornal Expresso.




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