André Ventura acusa Marcelo de “interferência direta” para salvar os candidatos do sistema
André Ventura elevou o tom do confronto institucional ao acusar o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de uma “interferência direta” na campanha presidencial, numa crítica rara e politicamente explosiva dirigida ao mais alto cargo do Estado. A acusação surge após a convocação do Conselho de Estado em pleno período pré-eleitoral, com a presença de figuras ligadas à corrida a Belém, incluindo o próprio Ventura e Luís Marques Mendes.
O líder do Chega não se limitou à denúncia: desafiou publicamente Marcelo a desmarcar a reunião, alegando que o encontro institucional serve para “proteger os candidatos do sistema” e influenciar o espaço mediático num momento decisivo. O episódio reacende o debate sobre neutralidade presidencial, uso do poder institucional e confiança democrática.
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Neste artigo, o Portal Mundo Time explica o que é facto confirmado, o que é análise política e porque este episódio importa agora, não apenas para a campanha, mas para o equilíbrio entre instituições e eleições.
Resumo rápido do que está em causa
- Facto: Marcelo convocou o Conselho de Estado durante a pré-campanha.
- Facto: André Ventura e Marques Mendes estiveram presentes.
- Acusação política: Ventura fala em interferência direta.
- Impacto: Debate sobre neutralidade do Presidente e legitimidade democrática.
O Conselho de Estado e o momento político escolhido
O Conselho de Estado é um órgão de consulta do Presidente da República, previsto na Constituição, cuja convocação é uma prerrogativa exclusiva do Chefe de Estado. Não existe ilegalidade formal na sua realização, mesmo em contexto pré-eleitoral.
Contudo, a crítica centra-se no timing político. A reunião ocorre num momento em que vários nomes se posicionam para a corrida presidencial, num ambiente mediático altamente sensível a sinais de legitimação institucional.
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Presenças politicamente relevantes
| Nome | Função | Relevância eleitoral |
|---|---|---|
| Marcelo Rebelo de Sousa | Presidente da República | Chefe de Estado em fim de mandato |
| André Ventura | Líder do Chega | Candidato assumido a Belém |
| Luís Marques Mendes | Conselheiro de Estado | Potencial candidato presidencial |
As declarações de André Ventura: o que é facto e o que é opinião
Facto confirmado: André Ventura declarou publicamente que a convocação do Conselho de Estado representa uma tentativa de condicionamento político da campanha, acusando Marcelo de “interferência direta”. Declarações citadas por órgãos como a SIC Notícias e o Expresso.
Análise do Portal Mundo Time: Ventura procura reforçar a narrativa de confronto entre “sistema” e “anti-sistema”, colocando o Presidente no centro dessa clivagem. Esta estratégia tem histórico de eficácia eleitoral junto de eleitorado desconfiado das elites políticas.
O líder do Chega foi ainda mais longe ao desafiar Marcelo a desmarcar a reunião, um gesto politicamente simbólico que coloca o Presidente numa posição delicada: manter a reunião pode ser lido como indiferença às críticas; cancelá-la, como cedência à pressão.
Porque este episódio importa agora
Num contexto em que a confiança nas instituições está fragilizada, a perceção é tão relevante quanto a legalidade. Dados citados pelo Expresso indicam que cerca de 40% dos portugueses desconfiam da imparcialidade do sistema político, um número que tem impacto direto na participação eleitoral.
Este clima afeta também dimensões económicas sensíveis, como investimento, estabilidade institucional, valorização do património e acesso ao crédito. A incerteza política tende a penalizar decisões de longo prazo, tanto de famílias como de empresas.
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Cronologia essencial dos acontecimentos
- Convocação do Conselho de Estado pelo Presidente da República
- Confirmação da presença de figuras ligadas à corrida presidencial
- Declarações públicas de André Ventura acusando interferência
- Amplificação mediática e debate político nacional
Fontes e verificação editorial
FAQ – Perguntas frequentes
Marcelo pode legalmente convocar o Conselho de Estado?
Sim. A Constituição confere essa competência ao Presidente da República.
Há prova de interferência eleitoral?
Até ao momento, não existe prova jurídica. Trata-se de uma acusação política.
Este episódio pode influenciar a campanha?
Sim. Pode reforçar narrativas de desconfiança e polarização junto do eleitorado.
Sobre o autor
Redação do Portal Mundo Time — Jornalismo independente com foco em política, democracia e análise institucional. Conteúdos sujeitos a revisão editorial e verificação factual.
As informações poderão ser revistas conforme novos dados surjam.
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