Ex-ministra e 28 professores investigados por pagamentos ilegais: o escândalo que abala o sistema de ensino

Ana Fernandes
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Imagem de uma mulher de cabelos castanhos escuros e óculos preparando-se para falar em uma palestra ou conferência, com fundo de madeira decorativa.
Polémica explode na ciência — 29 nomes sob suspeita.

Surpresa e indignação. É assim que muitos portugueses reagiram à notícia de que a ex-ministra da Ciência, Elvira Fortunato, e mais 28 professores universitários da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa estão a ser investigados por alegadamente terem recebido milhares de euros de forma ilegal. A revelação foi feita pelo jornal Público, que cita fontes próximas da investigação.

De acordo com o jornal, o inquérito aponta para o pagamento irregular de subsídios e prémios de desempenho que não estavam devidamente autorizados. A investigação envolve docentes com cargos de coordenação e direção e pode vir a ter consequências sérias tanto no plano académico como político. Leia também: Novas Tabelas de IRS 2025: retroativos já pagos — veja como os salários mudaram este ano.

Fontes judiciais indicam que o processo foi aberto há vários meses, após uma auditoria interna detectar discrepâncias significativas nas contas da instituição. O caso reacende o debate sobre a gestão de fundos públicos no ensino superior e a necessidade de maior fiscalização. Leia também: Atualização recente hoje: gasóleo sobe, gasolina desce — veja o preço dos combustíveis da próxima semana e aprenda a poupar combustível.

Como começou a investigação

Segundo as informações disponíveis, a investigação teve início após denúncias internas que levantaram suspeitas sobre a atribuição de valores suplementares a alguns docentes. Estes pagamentos, que deveriam estar sujeitos a aprovação ministerial, terão sido processados sem a documentação exigida. A Inspeção-Geral das Finanças já está a acompanhar o caso.

Impacto político e académico

O envolvimento de uma ex-ministra agrava o impacto político do escândalo. Elvira Fortunato, que se destacou como uma das principais defensoras da inovação e da ciência em Portugal, vê agora o seu nome associado a uma investigação que pode afetar a confiança nas instituições científicas do país.

Vários colegas e antigos alunos expressaram choque com a situação, enquanto outros exigem transparência e responsabilização. “É importante que se apure tudo, sem exceções”, afirmou um representante sindical da docência universitária.

O que está em causa

Os valores em causa ascendem a várias dezenas de milhares de euros. A investigação procura determinar se houve dolo — ou seja, se os envolvidos sabiam que os pagamentos eram indevidos. Caso se confirme, os docentes poderão enfrentar sanções disciplinares e penais.

Ministério da Ciência sob pressão

O Ministério da Ciência e Ensino Superior emitiu uma nota a afirmar que “colabora integralmente com as autoridades competentes” e que defende “rigor e transparência na gestão de recursos públicos”. A nota, no entanto, não mencionou diretamente o nome da ex-ministra.

Reflexão sobre ética e responsabilidade

Para especialistas em ética pública, este caso é um exemplo claro da importância de separar o mérito científico da gestão financeira. “Portugal tem investigadores de excelência, mas é preciso garantir que os fundos públicos são aplicados de forma exemplar”, explica o professor e analista de políticas públicas Rui Matos.

O debate sobre a credibilidade da ciência portuguesa

Num momento em que a ciência portuguesa procura mais financiamento europeu e reconhecimento internacional, escândalos como este podem comprometer a imagem do setor. A transparência passa a ser não apenas uma exigência legal, mas uma questão de confiança pública.

O que pode acontecer a seguir

Se as irregularidades forem confirmadas, o caso poderá levar à devolução dos valores recebidos e a processos disciplinares dentro da universidade. Também se prevê uma revisão dos regulamentos internos sobre gratificações e prémios académicos.

Conclusão e impacto duradouro

Independentemente do desfecho, o caso da ex-ministra Elvira Fortunato serve como alerta sobre a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo e auditoria nas instituições públicas. A confiança dos cidadãos depende da transparência — e a ciência não pode ser exceção.

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FAQ — Perguntas frequentes

Quem está a ser investigado neste caso?

A ex-ministra da Ciência, Elvira Fortunato, e 28 professores da Universidade Nova de Lisboa são investigados por recebimentos alegadamente ilegais.

Qual é o valor envolvido?

Estima-se que os montantes ultrapassem dezenas de milhares de euros em pagamentos indevidos.

O que acontece se a investigação confirmar irregularidades?

Os envolvidos poderão ser obrigados a devolver os valores e enfrentar sanções disciplinares ou criminais, dependendo das conclusões do inquérito.

Por que este caso é importante?

Porque expõe falhas na fiscalização e gestão de recursos públicos no ensino superior, afetando a credibilidade da ciência em Portugal.

Artigo original do Portal Mundo Time — jornalismo independente, com rigor e verdade.

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