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| Uma frase, uma divisão: o país reage às palavras de Marques Mendes. |
“Como será o dia 18 de Janeiro? Marques Mendes garante que Ventura ‘não pode nem vai ser Presidente’ — não tem perfil para liderar o país”
Surpresa e tensão. As declarações de Marques Mendes voltaram a abalar o panorama político português. Ao afirmar, de forma categórica, que André Ventura “não pode e não será Presidente”, o comentador e ex-líder do PSD lançou uma onda de reações — dentro e fora dos bastidores partidários. Mas afinal, o que está por trás destas palavras tão contundentes?
Num momento em que Portugal se prepara para um novo ciclo político, as palavras de Marques Mendes acendem o alerta sobre o papel de Ventura, o crescimento da extrema-direita e o futuro da liderança no país. O comentário, feito no seu habitual espaço de análise na televisão, ganhou força nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites e o alcance do populismo em Portugal.
As declarações que incendiaram o debate
Durante a sua análise semanal, Marques Mendes não poupou críticas ao líder do Chega. “Ventura não tem condições para ser Presidente da República”, afirmou, sublinhando que o populismo “pode servir para ganhar votos, mas não para unir o país”.
Segundo o antigo dirigente social-democrata, o perfil de Ventura é “demasiado divisivo” e “incapaz de representar todos os portugueses”. A frase — “não pode e não será Presidente” — tornou-se rapidamente viral, sendo interpretada por muitos como uma tentativa de travar a ascensão de Ventura antes mesmo de uma eventual candidatura presidencial.
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Reação de André Ventura: entre o desprezo e a provocação
Ventura respondeu rapidamente. Numa publicação nas redes sociais, o líder do Chega afirmou que “a velha política tem medo do povo” e acusou Marques Mendes de “falar como se ainda mandasse no PSD”. “Portugal precisa de coragem, não de comentadores de sofá”, escreveu.
Esta resposta incendiou ainda mais as redes sociais, dividindo opiniões. Uns aplaudiram a ousadia de Ventura, enquanto outros consideraram que o político voltou a ultrapassar os limites da crítica democrática.
O impacto no eleitorado
Especialistas em comunicação política sublinham que, embora as críticas possam fragilizar Ventura junto dos eleitores moderados, também servem para reforçar o apoio do núcleo mais fiel do Chega. “Cada vez que é atacado por figuras do sistema, Ventura ganha força junto dos seus apoiantes”, explica o analista Miguel Silva Santos.
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Contexto político: o que está realmente em jogo?
O comentário de Marques Mendes surge num momento de redefinição da direita portuguesa. O PSD tenta reconstruir a sua imagem, enquanto o Chega procura consolidar-se como uma força incontornável. Entre alianças e rivalidades, a frase “Ventura não será Presidente” ecoa como um aviso — e talvez como um desafio.
Para muitos analistas, a tensão entre Mendes e Ventura simboliza um embate mais profundo: o da política tradicional contra o populismo emergente. É o retrato de um país dividido entre o descontentamento e a procura de novas vozes.
O papel da comunicação e da imagem
Nos tempos modernos, a política vive tanto de ideias como de perceções. Ventura domina o discurso emocional e polarizador, enquanto figuras como Marques Mendes representam o raciocínio técnico e institucional. Esta dicotomia tem marcado o debate público e revela o desafio de reconquistar a confiança dos eleitores.
Populismo e liderança: o dilema português
Portugal assiste, como grande parte da Europa, ao crescimento de movimentos políticos de contestação. Ventura personifica essa onda, prometendo “falar pelo povo” e desafiar o sistema. Mas será isso suficiente para alcançar Belém?
Analistas recordam que a Presidência exige um perfil unificador, uma figura capaz de representar todos — algo que os críticos de Ventura consideram impossível no seu caso. “A popularidade não é sinónimo de presidenciabilidade”, destaca a professora de Ciência Política Teresa Almeida.
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Conclusão: uma frase que ecoa para além da televisão
A declaração de Marques Mendes foi mais do que um comentário: foi um sinal de alerta sobre o rumo da política portuguesa. Se Ventura será ou não Presidente, o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: as suas ideias, as suas palavras e as suas provocações continuarão a marcar o debate nacional.
Para já, o país observa — dividido, curioso e atento — o embate entre dois estilos de fazer política: o institucional e o populista. E, como sempre, o povo será quem decidirá.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem é Marques Mendes?
Luís Marques Mendes é um político e comentador português, ex-líder do Partido Social Democrata (PSD) e uma das vozes mais influentes da análise política em Portugal.
O que disse Marques Mendes sobre André Ventura?
Durante um comentário televisivo, Marques Mendes afirmou que André Ventura “não pode e não será Presidente”, referindo-se à falta de perfil unificador do líder do Chega.
Qual foi a resposta de André Ventura?
Ventura reagiu nas redes sociais, acusando Marques Mendes de representar “a velha política” e afirmando que “Portugal precisa de coragem, não de comentadores de sofá”.
Porque este tema é relevante?
As declarações reacenderam o debate sobre o populismo, a liderança política e o futuro da direita em Portugal, temas centrais no atual contexto político nacional.
O que esperar nos próximos meses?
Especialistas acreditam que Ventura continuará a explorar o conflito com figuras do sistema político tradicional, enquanto o PSD e outros partidos tentarão definir a sua própria narrativa antes das próximas eleições.
Tags: política portuguesa, André Ventura, Marques Mendes, Chega, eleições presidenciais, populismo, PSD


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